Life é o que há, e hoje é dia

O que é esse Life, hein, companheiros? Vá lá, não se trata mesmo de uma série fácil. Exige certo domínio da sociedade americana e do zen budismo. Mas nada disso é excludente, claro. É possível contar com um impacto por episódio - e de variado tipo. Como na semana passada (AXN, 4ª feira, 20h, domingo 21h), quando a excitante detetive Dani Reese (Sarah Shahi), parceira do Charlie Crews (Damian Lewis, ótimo) sai do banheiro vestindo só um par de botas de vaqueiro - e cavalga o novo chefe, Kevin Tidwell (Donal Logue). É um casal improvável. Ele é brega como um torcedor de camiseta regata e chapéu de guarda-chuva. A mulher é uma agente policial cosmopolita, ex-dependente de drogas. Rolam na cama como dois botos cor-de-rosa. Ela só exige que corte o cabelo, cheio de gel. Enquanto isso, Crews segue investigando assassinatos hediondos em clima contemplativo. É bom. Com Laurence Fishburne no C.S.I, em 60 dias mais ninguém vai se lembrar de William Petersen, é ou não? Quem sabe quando estreiam aes temporadas de Criminal Minds e do cada vez melhor N.C.I.S., que estouram os índices de audiência nos EUA? Não tente saber do responsável, o AXN. Lá, só tem morto-vivo.

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