Henrique Manreza/Divulgação
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Lea DeLaria, atriz de 'Orange Is The New Black', quase desistiu da série

Em conversa com o 'Estado', ela disse que ficou furiosa ao ser rejeitada em um teste, mas que aceitou a proposta quando criaram um novo personagem só para ela

Gabriel Perline, O Estado de S. Paulo

02 de maio de 2014 | 20h12

Logo às 11 h, a atriz Lea DeLaria já estava em posse de um grande copo preto, decorado com uma rodela de limão, sugando o drinque pelo canudo. “Estou viciada nisso”, disse ao Estado, referindo-se à caipirinha.

Em São Paulo para participar da Parada Gay, neste domingo, 4, como destaque do carro da Netflix, a atriz aproveitou para divulgar a segunda temporada de Orange Is The New Black, na qual interpreta a presidiária Big Boo. A partir de 6 de junho, haverá 13 novos episódios disponíveis no serviço de streaming.

Lea conta que, de todos, sente-se mais próxima dos fãs brasileiros. “Em Nova York, os brasileiros me param na rua, no mercado, no aeroporto... Pedem fotos, abraços, beijos. E, chegando aqui, duas adolescentes me reconheceram no aeroporto e começaram a gritar, pular e me agarrar. Eu, obviamente, adorei”, brincou.

Há poucas informações sobre quem realmente é Big Boo. Na 2ª temporada saberemos sua história e o que a levou à prisão?

Eu realmente não posso dizer nada sobre isso, mas posso te antecipar que ela terá seu lado sombrio mais bem explorado.

E que novidades pode antecipar sobre a série?

Há novos atores chegando, com personagens novos e problemas novos. Estou muito empolgada. Além disso, Jodie Foster dirigiu novos episódios. Ela é ótima!

Big Boo tem uma imagem agressiva, mas é uma mulher sensível. Existe alguma semelhança entre vocês?

Eu sou a Big Boo (risos). Sou igualzinha a ela. Sou completamente ‘butch’ (termo usado para lésbicas com visual masculino), dá para perceber, não é (risos)? Não precisei mudar meu visual, tenho essa imagem mais forte, masculinizada, mas posso dizer que sou sensível, assim como minha personagem.

Precisou fazer testes para o papel?

Originalmente, me convidaram para fazer testes para outro personagem. Gostaram de mim, mas disseram que eu parecia jovem demais para o papel, só que escalaram uma atriz mais nova que eu. Sei que minha cútis é maravilhosa (risos), mas eu fiquei furiosa. Na época, eu disse: ‘Vão fazer uma série sobre mulheres numa prisão e não há um papel para mim? Eu desisto, estou fora’. Larguei tudo e me mudei para Londres. Minha ideia era fazer minha vida como cantora de jazz pela Europa. Até que, após 12 ligações ignoradas, resolvi atender meu agente. Foi quando me disse que haviam feito um personagem para mim, que não existe no livro que inspirou a série. Inicialmente, apareceria em três episódios, mas foram muito generosos comigo, e Big Boo está em quase toda a primeira temporada.

Como é trabalhar com tantas mulheres? Há um clima amistoso mesmo nos dias de TPM?

A série é um sucesso porque é real. Todas são muito companheiras e ótimas profissionais. Nós estamos ali para nos divertir. Nossa sorte é que não há nenhuma ‘diva’ em nosso meio, e isso ajuda no entrosamento de toda a equipe.

Você e Uzo Aduba (Crazy Eyes) são cantoras e fizeram espetáculos na Broadway. Seria interessante vê-las cantando na série...

Nossa, ótima ideia! Um musical sobre Orange Is The New Black seria, no mínimo, hilário. Já pensou ver um monte de detentas cantando e dançando (risos)? Mas, na série, ainda não faremos isso. Mas é uma boa dica. Vou falar sobre isso com os produtores.

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