Barbara Nitke/NBC
Barbara Nitke/NBC

‘Law & Order: SVU’ chega à 20ª temporada com episódio sobre o #MeToo

Série se iguala à original, 'Law & Order', que ficou no ar por 20 anos, entre 1990 e 2010

Pedro Rocha, Especial para o Estado

21 Outubro 2018 | 07h00

Não é comum para uma série passar tanto tempo no ar, mas Law & Order: Special Victims Unit conseguiu uma façanha e tanto. Derivada de Law & Order, criação de Dick Wolf, este ano ela se iguala à original, que chegou ao fim em 2010, em número de temporadas: já são 20. Os novos episódios começam a ser exibidos no Brasil esta semana, com uma estreia dupla, de duas horas, nesta terça, 23, às 22h, no Universal. O primeiro dos episódios, Man Up, já é o de número 435 da série. 

Se a original Law & Order foi criada para retratar casos criminais fictícios na cidade de Nova York, a derivada SVU, como ficou conhecida, traz uma equipe específica da polícia e da promotoria da cidade, que atua na proteção de vítimas de casos especiais, principalmente de crimes sexuais e contra crianças e pessoas vulneráveis. Nem sempre, porém, os casos são tão fictícios. 

Durante os 20 anos no ar, muitas vezes crimes de grande repercussão nos EUA foram retratados na série. Para este ano, um dos episódios vai encenar o drama de vítimas de assédio que se juntaram no movimento #MeToo, iniciado com as denúncias contra o produtor Harvey Weinstein, que responde na justiça por crimes sexuais.

Em entrevista ao Estado, por telefone, a atriz Kelli Giddish, que vive a detetive Amanda Rollins, disse acreditar que, desde que foi criada, a série retrata casos do #MeToo. “Acho que todos os episódios estão relacionados ao movimento, para ser sincera.” Segundo Giddish, SVU foi precursora ao tratar de temas delicados. “Há 20 anos, não havia discussões sobre esses assuntos, a série começou uma conversa, jogou luz a um tema que estava no escuro.”

A atriz está na série “apenas” há sete anos, desde a 13.ª temporada. Foi um dos nomes a se juntar ao elenco após a saída de um dos protagonistas, o ator Christopher Meloni. A outra protagonista, Mariska Hargitay, continua firme na série, desde o início. Sua personagem, Olivia Benson, rendeu prêmios do Emmy e do Globo de Ouro.

Para Giddish, Law & Order: SVU também foi precursora ao trazer Hargitay no papel principal de uma série policial. “Temos uma protagonista feminina que é a fundação dessa equipe”, elogia a colega. “Para mim, é uma honra estar numa série não só tão duradoura, mas que foi uma adição importante para a nossa cultura.”

Como atriz, o principal desafio de Giddish são as cenas com as vítimas e as famílias. “Principalmente agora que sou mãe”, revela a atriz, que teve dois filhos nestes últimos sete anos. A intensidade da série, segundo ela, continua na nova temporada, e é o que faz as pessoas ainda se interessarem. “O público vê a nossa série por causa da intensidade, não vão ficar desapontados.”

Moradora de Nova York, onde se passa a série, Kelli conta que frequentemente ouve relatos de pessoas que passaram por situações parecidas com as de SVU. “Principalmente por Nova York ser um lugar onde se anda muito a pé, os fãs sempre me param e contam suas histórias. Não tem sensação melhor do que alguém agradecer pelo seu trabalho.”

Por ser uma série ‘procedural’, com diferentes histórias por episódio, Law & Order: SVU conta com várias participações especiais. Nomes como Robin Williams, Viola Davis e Sharon Stone foram alguns que já passaram pelo programa. Este ano, George Newbern vive um personagem do passado de Rollings e Carl Weathers reprisa seu papel da série Chicago Justice, outra criação de Dick Wolf. 

A própria Kelli Giddish, antes de entrar na série em 2011, já havia participado de um episódio, em 2007, como uma outra personagem. “Nunca, em um milhão de anos, imaginaria que estaria de volta”, brinca a atriz. Em sua opinião, para as próximas temporadas, ela espera ver mais da família de Rolling e um desenvolvimento maior da sua relação com Benson, que tem ajudado com o vício de Amanda em apostas.

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