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‘Latitudes’ é o primeiro projeto transmídia para os três formatos do Brasil

Série estreia na quarta (28) no YouTube e segunda (2) no TNT

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2013 | 19h09

“O documentário é o futuro da ficção”, brinca o diretor Felipe Braga sobre Latitudes, seu novo projeto, criado em parceria com Alice Braga e Daniel de Oliveira. Concebido para ser série e virar, em uma segunda etapa, longa-metragem, Latitudes seria mais um projeto em que a linguagem da ficção casa com a documental para se criar um terceiro produto que, ainda que ficcional, incorpora muito do real. Mas um detalhe, também muito real, faz da série um exemplar único. Latitudes é o primeiro projeto transmídia do Brasil. Em outras palavras, estreia na internet primeiro, segue para a TV e, finalmente, chega aos cinemas. “Tudo foi concebido desde o início assim. Queríamos explorar esta nova janela da internet, uma forma tão direta e democrática de chegar ao público”, comenta o diretor.

O resultado desta empreitada que consumiu pouco mais de dois meses desde a preparação do elenco até o final das filmagens em oito cidades do mundo vai nesta quarta (28), às 11horas, no YouTube (youtube.com/latitudesfilme). Na segunda, Latitudes estreia no canal TNT, às 22 horas. “É uma experiência que vai de encontro a este movimento mundial. Hoje, assistimos de tudo na internet. Além de ser prático, é democrático, pois o conteúdo é realmente aberto a todos que têm acesso à net”, comenta a atriz Alice Braga.

Na série, ela é Olívia, uma editora de moda que viaja pelo mundo à procura de tendências, seguindo desfiles de moda e se hospedando em hotéis luxuosos. É nessas suítes que ela sempre se encontra com José, fotógrafo prestigiado que também circula pelo globo clicando editoriais. Entre aeroportos, estações de trem, hotéis e restaurantes, o caso de amor dos dois avança, mas também tropeça.

Além do passado e da vida real (ou quase) de cada um, a ansiedade de nunca saber quando vão se encontrar novamente se revela um ponto de tensão em meio a cenários incríveis. “Eu me identifico muito com Olívia. Este ano, por exemplo, já viajei para trabalhar em oito países diferentes. Já filmei na Europa, já estive nos EUA e logo parto para a Austrália, onde começo a rodar o longa Kill me Three Times”, comentou Alice que, em Latitudes, desempenhou uma nova tarefa, a de produtora. Daniel também entrou, como ela, na produção. “Eles ainda foram maquiadores e carregadores de mala”, brincou Felipe. “Isso porque o projeto era muito enxuto. Ao todo, nossa equipe tinha nove pessoas, entre elenco e produção. E os atores faziam sua própria maquiagem, contribuíram com a escolha de locações. Foi tudo muito orgânico”, conta o diretor.

Orgânica também é a forma como Latitudes foi filmada e vai chegar ao público. Na jornada que incluía a decisão pelas locações no calor da hora, escolhidas nos dois dias em que a equipe passava em cada uma das cidades (Porto, Buenos Aires, Londres, Veneza, José Ignácio, Istambul e São Paulo), a direção de fotografia também ia de acordo com a luz natural. Sem contar que a escolha de cenas podia mudar conforme os fato, além de o clima de cada lugar interferir na atmosfera de cada episódio. “Foi uma das coisas mais interessantes. Tudo era agregado e acrescentava. Espero que a segunda temporada seja tão rica quanto esta”, comentou Alice.

Na toada da interatividade, os episódios que vão ao ar no TNT são uma espécie de edição comentada dos exibidos antes na internet. “O espectador vai nos ver ensaiando cada episódio. Para quem é fã do cinema, é uma delícia acompanhar o processo”, comenta Felipe. “A próxima etapa é ver como o espectador vai reagir. Vamos formar nosso público.”

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