'Juno' une alegria com maturidade

Filme trata de assuntos delicados, como aborto e gravidez, de forma adulta e envolvente

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2008 | 21h52

Os chefões de Hollywood sonham com o tipo ideal de filme, aquele que une baixo orçamento com grande apelo popular. Trocando em miúdos, uma produção baratinha que estoura nas bilheterias e, de quebra, leva alguns prêmios importantes. Foi assim com Pequena Miss Sunshine e, neste ano, com Juno (Paris Filmes), que acaba de chegar às lojas.  A trama, de fato, é envolvente: Juno é a garota que decide assumir uma gravidez inesperada mas, ciente de que não terá condições de sustentar a criança, acerta sua adoção antes mesmo do nascimento. Encontra um casal bem financeiramente, mas desestruturado na relação. Mesmo assim, Juno acredita que a criança ficará em boas mãos, confiante no carinho da futura mãe. Com roteiro de Diablo Cody, Juno acerta ao tratar de um assunto adulto sob o frescor da juventude. É curioso observar como algumas situações que normalmente provocariam crise familiar são tratadas de forma civilizada. É o caso, por exemplo, da rápida aceitação do pai de Juno, tanto de sua gravidez como da decisão de oferecer a criança para adoção. Também a garota não encara a situação como um problema, buscando soluções racionais. E sempre com muita graça.

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