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'Joias sobre Rodas' estreia temporada nos Estados Unidos

Britânicos trabalham sem folga sob o sol da Califórnia

João Fernando, O Estado de S. Paulo

31 Março 2015 | 19h00

SAN DIEGO - O bronzeado dá impressão de que Mike Brewer e Edd China estão curtindo a vida na Califórnia. Entretanto, os britânicos que comandam Joias sobre Rodas , cuja 11ª temporada estreia nesta quinta-feira, às 22 horas, no Discovery Turbo, ainda não conseguiram pisar na praia. Para a nova faz do longevo programa em que os dois restauram e negociam carros antigos, a dupla deixou a Inglaterra e montou uma oficina nos Estados Unidos.

Além dos dias de sol a mais que na terra natal, os dois têm de lidar com a diferença dos países. “No Reino Unido, nós dirigimos do lado correto”, brinca Mike ao falar sobre o fato de os volantes nos EUA ficarem do lado esquerdo do carro. “Aqui, a luz vermelha do sinal demora muito”, reclamou Edd ao Estado, enquanto recebia a jornalistas em sua garagem, na estrada que liga Los Angeles a San Diego. “Ah, diga aos norte-americanos para darem seta antes de mudar de faixa”, interrompe Mike.

Apesar de percorrerem o mundo em edições especiais, os dois se mudaram para poder mostrar diferentes modelos de carro, nem sempre encontrados na Europa, onde costumavam recuperar veículos dos anos 1960 e 1970. “A ideia do Joias sobre Rodas agora é atingir o sonho norte-americano e a paixão por carros”, explica Elizabeth McIntyre, vice-presidente de produção e desenvolvimento da divisão da Discovery responsável por essa linha de programas.


Os britânicos trocaram o chá das cinco por atividades matutinas. “Nós sempre vamos ao Cars and Coffee, um grupo de homens que se reúne para falar de carros às 6 h da manhã de domingo”, conta Mike Brewer. “Aqui, as pessoas realmente gastam tempo e dinheiro em carros”, analisa Edd China.

Com o dinheiro que recebem da venda dos restaurados, os dois usam o que ganharam para adquirir novos carros. “O máximo que conseguimos foi US$ 175 mil por uma BMW”, relembra Mike, que afirma ter se mudado também para melhorar os negócios, já que o canal não fica como lucro das vendas. “Fazemos isso há 11 anos. Negociar aqui é melhor do que em qualquer ligar do mundo. Não tem firula, ou preço é esse ou não é.”

Mike e Edd, que começaram a vida, respectivamente, como vendedor e mecânico, garantem que vender os carros antigos requer objetividade. “O truque é óbvio, somos como corretores. Você tem de ser honesto sobre o carros”, ensina Mike. “Se você limpar o carro e os vidros, já é o suficiente”, debocha Edd.

Mesmo com a melhora nos negócios, os dois sofrem com a distância. “Deixei minha mulher e filha em outro país. E aqui, ainda faço todo o serviço doméstico. Ele é meu marido da TV”, brinca Mike. O britânico revela ter pelo menos sete carros próprios em casa, na Inglaterra. “Temos um carro como sofá e outro como cama”, detalha.

Em um mundo em que há incentivo para usar bicicletas e transporte público, eles não se sentem mal em falar bem de carros. “O que nós fazemos é reciclagem. Quando colocamos um carro velho na estrada, evitamos que um novo entre. Isso é bom para o meio ambiente”, defende Edd China.

Mike Brewer conta que pretende gravar mais edições internacionais e, talvez, retornar ao Brasil, onde esteve uma vez em 2013. “Fui quando a Kombi estava saindo de linha. Foi emocionante ver as pessoas se despedindo”, relembra.

* O REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DA DISCOVERY NETWORKS

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