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Baterista do Paralamas João Barone investiga o Brasil na 2ª Guerra

Músico transforma livro sobre os pracinhas na Itália em filme

Pedro Antunes , O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 19h06

João Barone soube pelos irmãos mais velhos que seu pai havia sido um dos pracinhas, ou soldado da Força Expedicionária Brasileira, durante a atuação do País na Segunda Guerra Mundial. O pai, em si, pouco falava da guerra e do período em que passou na Europa. O baterista do Paralamas do Sucesso brinca que “foi salvo pelos Beatles” ainda na infância e seu interesse por música cresceu mais do que pela história brasileira de 1942. As brincadeiras com soldadinhos de chumbo, contudo, não foram embora. 

Barone é um aficionado pela história brasileira na Segunda Guerra Mundial e lança mais um projeto sobre o tema. A partir desta terça-feira, 6, está disponível no Philos, canal on demand da Globosat, a série documental 1942 - O Brasil e Sua Guerra Quase Desconhecida, dividida em quatro episódios de meia hora de duração. 

Trata-se da transposição do trabalho de pesquisa realizado por Barone e publicado no livro homônimo, em 2013. Barone foi além do material escrito. Entrevistou especialistas, historiadores e personalidades e, em abril deste ano, o músico acompanhou a celebração dos 70 anos do fim da guerra com alguns pracinhas que estiveram ali décadas antes. “Alguns deles voltaram para a Itália pela primeira vez desde que a guerra acabou. Acompanhamos isso. Não tem como não se emocionar com o Brasil na guerra”, disse. “É uma história que a gente precisa colocar no lugar certo.” 

Barone encampa a ideia de que a história brasileira durante o conflito mundial deveria ser mais difundida. Sobre o tema, ele já publicou dois livros e comandou os documentários Um Brasileiro no Dia D (2006) e O Caminho dos Heróis (2014). “É uma história interessante. Preciso ter um compromisso com esses caras, pessoas como o meu pai”, justifica. 

Com o pai, o músico só foi capaz de romper a barreira invisível responsável por evitar os temas relacionados à guerra, em 1999. Comprou um jipe usado no conflito e chamou o pai para ajudá-lo a restaurar o veículo. “Ele não era militar. Teve que largar o violão e pegar no fuzil.” 

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