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Universal Channel/Divulgação
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Jason Beghe divide mesmo papel em duas séries

Ator fala como encarna o sargento Hank Voight em 'Chicago PD' e 'Chicago Fire'

João Fernando, O Estado de S. Paulo

17 de maio de 2014 | 16h00

Ganhar um novo programa de TV para um personagem que já existe em uma atração da mesma emissora pode ser sinal de sucesso. Entretanto, ficar na função dupla tem dado dor de cabeça a Jason Beghe, estrela de Chicago PD, série sobre a polícia da cidade-título exibida todas as terças, às 23 h, pelo Universal Channel. O ator ainda pode ser visto em Chicago Fire, produção presente na grade do canal pago e que mostra o dia a dia dos bombeiros locais, na qual ele ainda dá expediente.

"Você tem muito trabalho em um tempo limitado. Em um dia, estou em cenas do episódio 5 e também estou no Chicago Fire. Às vezes, tenho de fazer o episódio 10 no dia seguinte, mas ainda não tenho o roteiro ainda. Há dias em que a temperatura está abaixo de zero e dizem para eu não ficar mais de dez minutos do lado de fora, senão, meus pulmões vão congelar. Isso é desafiante. Porém, esse é meu trabalho e eu amo", diz o norte-americano.

Em ambas as histórias, ele é o sargento Hank Voight, responsável pela unidade de inteligência do departamento de polícia de Chicago, que deixa a ética de lado para combater o crime organizado e descobrir o paradeiro de assassinos. Beghe reconhece que a série dos bombeiros, em que seu papel é menor, tem outros atrativos.

"Uma das diferenças é que Chicago Fire é bem verossímil, tem mais romance e o caras sem camisa, o que todo mundo gosta. No nosso elenco não tem tanta gente bonita. PD é mais sombrio", brinca. Com passagem por séries policiais como CSI NY, Criminal Minds e NCIS, o ator não sabe listar por que sua atual produção merece destaque entre as concorrentes.

"Não sei responder isso. Para uma mãe, o filho dela é sempre o melhor. Não quero comparar a nossa série, pois eu não vejo as outras. Tudo o que digo é que deem a ela uma chance. Eu tenho confiança de que vão gostar. Se você não gostar, não quero que você assista. Estou aqui com uma oferta", disse ao Estado. Um dos atrativos é assinatura de Dick Wolf, produtor que lançou Law & Order nos anos 1990, alavancando o gênero na TV. "Já trabalhei com muita gente, mas é impressionante o que ele fez na TV. É um gênio, uma palavra que uso pouco. Ele pensa desde o corte de cabelo do personagem até as coisas macro, como a divulgação. Tenho uma boa relação com ele."

A voz grave de Beghe, de 54 anos, ajuda a reforçar o jeito de Hank, que ele classifica como sombrio. "Ele não é completamente bom ou completamente mau. É assim que podemos nos identificar, é mais perto da realidade. Eu não o descreveria como um anti-herói. Ele é mais que isso, é humano, tem sua integridade, tem personalidade. Acho que ele é bem interessante. Eu sou a pessoa mais chata que você pode conhecer", brinca. Apesar da impressão de ser sério, por causa do papel, o ator tem um lado piadista. Durante a teleconferência com jornalistas da América Latina, tentou se passar por repórter e até fingiu ser mulher. Quando teve uma brecha, interrompeu. "Vocês deveriam me perguntar o quanto é difícil ser bonito", provocou, às gargalhadas.

 

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