Renato Rocha Miranda/Divulgação
Renato Rocha Miranda/Divulgação

Já conhece o Álamo? Pois deveria...

Com sólida carreira no teatro, Álamo Facó se destaca em 'A Mulher Invisível'

Patrícia Villalba,

01 de julho de 2011 | 18h35

RIO - Foi um amigo que chamou atenção de Álamo Facó que alguma coisa de diferente poderia estar acontecendo nos últimos dias. "Ele perguntou: ‘já está sendo melhor tratado no restaurante do bairro?’. Depois, fui a um restaurante e não é que percebi algo diferente mesmo?", conta o ator, que experimenta a "popularidade saudável" desde que apareceu em A Mulher Invisível (terças, 23h, Globo).

 

Na série, Álamo é Wilson, amigo divertido de Pedro (Selton Mello) e que, de tão leal e maluco, embarca nas aventuras do protagonista e suas duas mulheres, uma de verdade (Clarisse/Débora Falabella) e outra imaginária (Amanda/ Luana Piovani) - no casamento triplo que foi ao ar no terceiro episódio, por exemplo, ele levou as duas ao altar. "Ele é aquele amigo figura que só dá conselho errado, mas que sempre bota ele pra cima", define o ator.

 

No elenco de um dos grandes sucessos do ano, Álamo, de 30 anos, diz que só tinha experimentado a popularidade quando fez Tropa de Elite, em 2007. "Sou aquele cara do xerox que vende maconha na faculdade e apanha do André Ramiro. Quando o filme vazou para os camelôs do Rio, comecei a ser reconhecido da noite para o dia", lembra ele, que vive agora momento mais que especial.

 

Além de A Mulher Invisível que termina na terça e pode voltar em segunda temporada ainda em 2011, Álamo está em cartaz nos cinemas com Qualquer Gato Vira-Lata, de Tomás Portella, e no teatro, onde é dirigido por Felipe Hirsch em Pterodátilos, peça sensação da temporada. Na TV Brasil, ele é também o pop star evangélico Anderson na série Natália, e no segundo semestre estará em mais dois filmes - O Palhaço, de Selton Mello, e A Dois Passos do Paraíso, de Cavi Borges. "Na verdade, é uma conjunção, calhou de aparecer muita coisa na mesma época. Na profissão de ator, a gente sempre passa por altos e baixos, então esse é um momento de trabalhos de muita qualidade artística e de grande repercussão com o público", analisa.

 

Num verdadeiro "tudo ao mesmo tempo agora", Álamo, entretanto, não parece dar espaço para o deslumbramento. "É estranho, porque, vendo de fora, as pessoas têm a sensação de que tudo aconteceu de uma hora para outra. Mas não dá para eu pensar assim, porque estou no teatro desde os 11 anos", anota ele, que começou estudando com Maria Clara Machado na famosa escola Tablado e, ao escrever e atuar no solo Talvez, pela Cia dos Atores em 2009, encantou alguns dos diretores que hoje o chamam para trabalhar.

 

Dizendo-se um "apaixonado pela ciência do ator", ele jura que a TV, onde ele esteve apenas em participações esporádicas não fez falta até agora, muito menos foi motivo de ansiedade. Mas ainda que os pés estejam fincados no chão, ele não nega que esteja pronto para o que há de mais popular. "Adoraria fazer uma novela."

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