Intensa viagem ao mundo interior

Em 'Na Natureza Selvagem', Sean Penn revela o limite humano na América solitária

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2008 | 00h20

O cinema é um assunto sério, no entender do ator e diretor Sean Penn. Não somente diversão. Nos últimos anos, Penn mantém uma coerência exemplar, escolhendo temas que geralmente questionam os limites do homem e expõem suas imperfeições. É o caso de Na Natureza Selvagem, sua mais recente incursão na direção.   Trata-se da história real de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovem rapaz que abandona sua vida de conforto para buscar a liberdade pelos caminhos do mundo, uma viagem que o leva ao Alasca selvagem e ao desafio supremo. Convencido de que pode controlar seu destino - pensamento comum, aliás, entre os jovens -, McCandless defronta-se contra a finitude da vida de uma forma amarga e trágica.   Penn não transforma a trajetória do rapaz em um julgamento moral. Tampouco valoriza suas obsessões - prefere, sim, retratá-lo a uma distância comedida, quase documental, permitindo que o caminhar de McCandless pelo país revele a face amargurada da América. Destaque também para a bela trilha sonora de Eddie Vedder, que pontua com extrema delicadeza a gloriosa derrocada do rapaz. Um filme que deixa marcas no espírito.

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