Homenagem ao humor de Mazzaropi

Em Tapete Vermelho, Matheus Nachtergaele vive um matuto ingênuo e esperto à moda antiga

UBIRATAN BRASIL, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2007 | 00h07

O humor de Mazzaropi soa hoje ingênuo, embora não se possa negar seu talento cômico. O jeito caipira, no entanto, ainda é uma preciosa fonte de inspiração, como mostra Matheus Nachtergaele em Tapete Vermelho (Europa), adorável filme de Luis Alberto Pereira. Exibindo os mesmos gestos e o mesmo fraseado de Mazzaropi, Nachtergaele interpreta com precisão Quinzinho, um caboclo que deixa a roça ao lado da mulher (Gorete Milagres, também ótima) para levar o filho à cidade, onde pretendem assistir a um filme de... Mazzaropi. Os tempos, porém, são outros. Engraçado e comovente, eis uma homenagem a um tipo de humor em extinção, caipira e ingênuo.

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