Jose Patricio/Estadão
Jose Patricio/Estadão

Hebe Camargo ganha Plataforma Cultural

Após lançamento de biografia, apresentadora será lembrada em musical, longa-metragem, documentário, série de TV e ainda exposição interativa

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2017 | 17h00

Nascida no dia 8 de março de 1929, em Taubaté, Hebe Camargo transformou-se na grande dama da TV brasileira, conquistando uma legião de fãs de várias idades e gerações. A apresentadora morreu em setembro de 2012 e, para render as devidas homenagens a ela, a artista ganha uma Plataforma Cultural, que teve início com o recente lançamento de uma biografia assinada por Artur Xexéo. 

O projeto, que tem à frente Cláudio Pessutti, sobrinho de Hebe, já tem um segundo estágio em andamento. “A gente já saiu com a biografia e agora vem um musical, que será dirigido pelo Miguel Falabella e deve estrear em outubro”, conta Pessutti. O espetáculo está nas mãos do jornalista e escritor Artur Xexéo, a direção musical é de Daniel Rocha, com cenografia de Gringo Cardia e os figurinos de Fabio Namatame. 

Pessutti já anuncia para o primeiro semestre do ano que vem uma grande exposição sobre Hebe. “Nossa intenção é conseguir que a mostra seja no MIS, mas como é um local muito concorrido, estamos em negociação, mas o mais difícil já temos, que é o acervo. Eu tenho muita coisa, fotos, vídeos, curiosidades. E a curadoria será de Marcelo Dantas, que tem projeto de fazer algo bem interativo, para que as pessoas possam sentir mesmo a presença da Hebe”, afirma Cláudio. Ele diz ainda que a intenção é levar essa mostra para outros locais, seguindo uma itinerância por cidades brasileiras. “Depois de rodar pelo País, pelas capitais e depois pelas cidades menores, paramos para ver o que fazer. Pensamos em criar um instituto, que possa acolher todo esse precioso acervo, que não pode ser abandonado. Tenho aproximadamente 20 mil fotos em mãos”, diz o sobrinho ao lembrar que Hebe guardava tudo o que ganhava dos fãs ou o que ela mesma comprava.

Mas as novidades sobre Hebe não param por aí. Também está em planejamento a realização de um filme sobre a apresentadora. “Com relação ao longa, assinamos com Carolina Kotscho, que fará também um documentário e uma série de TV”, conta Pessutti. “Para todos esses projetos, contamos com a Rouanet, o filme pela Ancine, mas estamos no estágio de captação, que não está nada fácil."

Além de todos os planos em andamento, Cláudio confidencia ter um sonho que quer muito realizar. “Hebe tinha uma grande frustração, que era a de não ter conseguido ser reconhecida como cantora”, conta. “Muita gente não sabia que ela cantava, então a apresentadora engoliu a faceta de cantora, mas desejo resgatar isso também. Quero muito preparar um material com suas gravações, lançar uma caixa, mas ainda é uma coisa que está só na minha cabeça”, explica. Cláudio avisa que tem gravações incríveis, coisas dos anos 1950 e outras mais recentes, no estúdio dos Beatles, em Londres.

São muitos os projetos para homenagear essa diva da TV, que esteve presente desde o surgimento dessa mídia, somando 70 anos de carreira. “Ela foi retirar os primeiros aparelhos de TV no Porto de Santos, junto com Assis Chateaubriand”, conta ainda o orgulhoso sobrinho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.