Grey?s Practice podia ser bom

Foi curioso, mas não memorável, a fusão dos episódios da semana das séries Grey?s Anatomy e Private Practice, no Sony. O roteiro linear não ajudou muito. O irmão neurologista da personagem Addison (Kate Walsh) é operado pelo neurocirurgião e ex-marido Derek (Patrick Dempsey). Tem cisticercose, ou seja, vermes de suínos (sempre eles...) no cérebro. O filme deixa claro que o sujeito comeu carne contaminada no México. A cirurgia é tratada como um grande acontecimento, e deve ser assim mesmo lá nos Estados Unidos. Mas é triste rotina em clínicas e hospitais brasileiros. Aqui, a técnica mostrada no seriado é considerada ineficiente e superada. E mais: o clima ácido das duas produções virou melado no especial. (Ah, sim. Sou eu que estou ficando luxento, ou a monumental drª Addison anda precisando encarar uma dieta, hein?). Vilma Scavone diz, em mensagem, que a crítica à programação dos pagos "não resiste se comparada com a alternativa dos abertos". Concordo. E é por isso que os fechados deveriam ser melhores. Hoje, por exemplo, no nobre horário das 22 horas só se salva o doloroso Despedida em Las Vegas (Cult). É um trabalho do tempo em que Nicolas Cage era ator e Elizabeth Shue, um tesouro. A degradação do alcoólatra Cage e a redenção da prostituta Shue valem a assinatura.

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