Grande circo tabajara

Os Cassetas colocaram o pé na estrada e passaram por São Paulo para fazer piada

Renata Gallo, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2007 | 23h35

Helio de La Peña saca sua máquina digital do bolso e a coloca a centímetros da bunda da passista. Depois é a vez do câmera oficial, depois do câmera que retrata o making of... E todo mundo se diverte, dentro e fora do ar. Assim foi a passagem dos Cassetas por São Paulo, em mais uma etapa do quadro Caravana Casseta Brasil Adentro. A primeira parada foi na Avenida Paulista, para entrevistar os motoboys e questionar os paulistanos para saber quais são as sete maravilhas da cidade. "Eu sei que é difícil, mas se esforce e fale ao menos uma", completavam. As piadas seguiram para três bairros: Liberdade, Bexiga e Bom Retiro, na quadra da Gaviões da Fiel. "Viemos para São Paulo para conhecer suas etnias, os japoneses, os italianos e os ?curintianos?", explica Helio. São Paulo é o quinto Estado visitado pela trupe, que já esteve na Bahia, Pernambuco, Rio e Minas Gerais. Até o fim do ano, eles devem visitar ainda o Rio Grande do Sul. "Já viajamos bastante pelo País, mas agora é diferente. Chegamos como um circo mesmo, nos colocamos no meio do povo, como se fosse um teatro de rua", explica José Lavigne, diretor do programa desde sua estréia, há 15 anos. "Há muito tempo a gente não viajava e é bom estar perto do povo, é bom ver outros sotaques no programa. Isso nos empolga", diz Helio.A idéia surgiu, acredite, depois de eles verem a Caravana JN, quando o Jornal Nacional cruzou o País meses antes da última eleição presidencial para tentar mapear cada região. "Depois da Caravana pensamos em descobrir o Brasil do Casseta, com o nosso foco", diz Beto Silva. A cada viagem Lavigne define quem irá embarcar. Em São Paulo, os escolhidos foram Hubert, Helio de La Peña e Beto Silva. A pauta, no entanto, já vem prontinha da redação do Rio. As gravações são rápidas e praticamente não existem cacos. "Não trabalhamos no improviso. Somos em seis, mais o diretor, e pensamos em tudo o que vai para o ar", explica Helio. "Às vezes até surgem idéias loucas no primeiro momento, mas do começo até o fim do processo acabamos chegando a um denominador comum", completa.Segundo Lavigne, o objetivo é sempre fazer um programa para a família. "É para a família, mas temos a obrigação de forçar o limite. A nossa credibilidade está diretamente ligada ao quanto conseguimos avançar", explica. Prova ocorreu em um programa recente, quando Maria Paula, casseta e nora da ex-prefeita Marta Suplicy, fez piada com a famosa frase "relaxa e goza". "A gente não faz política, nunca", finaliza Lavigne.

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