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'Gotham' é o novo desafio de Morena Baccarin na TV americana

Após três anos de atuação elogiosa em ‘Homeland’, a atriz brasileira é escalada para a reta final da série

Gabriel Perline, O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2014 | 03h00

São 14 anos trabalhando em Hollywood. Mas só no ano passado, após uma merecida indicação ao Emmy por sua atuação em Homeland, que parte dos brasileiros se deu conta da existência de Morena Baccarin, atriz carioca que nunca fez uma novela por aqui, mas que tem um vasto currículo na TV norte-americana. A partir de janeiro ela será vista em Gotham, uma das estreias mais bem-sucedidas da atual fall season, exibida no Brasil pelo canal Warner.

“Ser indicada ao Emmy foi muito bom para mim e para meu trabalho, não só aqui (Estados Unidos) como no Brasil também. As pessoas que não sabiam que eu era brasileira passaram a saber um pouco mais sobre mim”, disse a atriz em entrevista ao Estado por telefone. “Faz duas semanas que recebi o convite para Gotham e já gravei dois episódios.”

Responsável por dar vida à medica Leslie Thompkins, que atua como guardiã e terapeuta do ainda pequeno Bruce Wayne, Morena entra na série como personagem recorrente – ou seja, não faz parte do elenco principal – a partir do 16º episódio, previsto para ir ao ar em 5 de janeiro, e permanecendo até o fim da temporada. “Será um arco de pelo menos cinco capítulos, talvez mais”, diz a atriz, que deve integrar o time regular somente a partir da segunda temporada. “Eu acho que os escritores ainda não sabem para onde vai o personagem, eles têm a opção de me ter fixamente no ano que vem, mas por enquanto é só participação especial.”

Morena será introduzida na trama durante o trabalho de investigação de James Gordon (Ben McKenzie), que tenta descobrir a identidade do assassino dos pais de Bruce. “Eles se conhecem no Sanatório Arkham, e ele verá nela uma pessoa com integridade, mas que também reconhece como as coisas funcionam na cidade, que tudo tem o lado mais escuro. Isso unirá os dois personagens de várias maneiras, inclusive romântica, mas no mundo de Gotham você nunca sabe realmente o quanto as coisas vão durar”, explica, sem poder dar mais detalhes sobre a personagem.

Gotham tem recebido prioridade na agenda de Morena. Mesmo sem a definição de renovação da série para uma nova temporada e de sua permanência no elenco, ela tem dispensado alguns convites, inclusive para atuar no Brasil, na expectativa de se firmar na trama. “Estou namorando vários projetos e queria fazer muita coisa”, avalia a atriz, que precisou cancelar as negociações com a Globo para protagonizar Dupla Identidade, de Glória Perez, por indefinições no cronograma da emissora, e também deixou de lado a participação em um filme de Hector Babenco. “Para fazer uma série no Brasil, tem que ter o momento certo. Estou em conversa sobre alguns projetos, mas por enquanto não há nada previsto. Talvez faça um filme ou algo mais curto.”

Outro fator que tem pesado nas decisões de Morena sobre os rumos de sua carreira atende pelo nome de Julius, seu filho de um ano de idade, fruto de seu casamento com o diretor Austin Chick. “Procuro trabalhos em que sempre penso: ‘esse tempo que vou ficar longe dele, vale a pena?’ Teve muitas coisas que surgiram e eu disse não, que não era a hora certa para fazer. Estou tentando sempre trabalhar o mais perto possível de casa”, comenta a atriz, que tem viajado de Los Angeles a Nova York para gravar Gotham, sempre levando o bebê em seu colo. “Se me fixar no elenco, terei que me mudar para Nova York.”

Conhecida pelas emissoras por suas bem sucedidas atuações em produções de ficção científica, foi no premiado drama político Homeland que Morena passou a ser vista com mais atenção em Hollywood. Mas os rumos dados a seu núcleo a tomaram de surpresa, sabendo somente durante as gravações dos últimos episódios da terceira temporada que não retornaria para as próximas fases. “Foi uma despedida triste, claro, porque eu amei trabalhar no programa. Mas é bom também para o ator, quando você tem um programa que foi indicado para prêmios. Foi muito bom para mim. E também chegou em uma hora de fazer outra coisa, então foi legal (sair de ‘Homeland’).”

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