ESTEVAM AVELLAR/TV GLOBO
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Glória Pires volta a viver juíza em 'Segredos de Justiça'

Série ganha 2ª temporada a partir deste domingo, 4, no ‘Fantástico’, avançando para a vida pessoal da personagem

Adriana Del Ré, O Estado de S. Paulo

04 de junho de 2017 | 05h00

Quando foi ao ar no ano passado, a primeira temporada da série Segredos de Justiça, exibida no Fantástico, emocionou o público com dramas de família que eram expostos dentro da sala de audiência diante da juíza interpretada por Glória Pires. Como o do rapaz que assumiu o filho da amiga e, quando o pai biológico da criança reapareceu, ele não quis abrir mão de sua paternidade. Ou ainda da mãe que deixou sua casa por causa da depressão e, depois, quis reaver a guarda dos filhos. A série volta ao ar em nova temporada, que estreia neste domingo, 4, novamente no Fantástico, na Globo. E, mais uma vez, com tramas inspiradas no livro A Vida Não É Justa, da juíza Andréa Pachá, que escreveu sua obra a partir de seus 15 anos de vivência atuando na Vara de Família.

Assim, essa segunda temporada, que terá cinco episódios, promete trazer novas histórias comoventes, mas também avançará na vida pessoal da juíza, o que é uma novidade na série. A juíza, que, na temporada anterior, só era conhecida pela forma sensata e afetuosa com que julgava os casos nas audiências, agora também terá um ex-marido (Marco Ricca), dois filhos adolescentes (Arianne Botelho e Andre Lamoglia) e os próprios conflitos familiares. 

Segundo o diretor artístico da série, Rafael Dragaud, esse avanço foi uma convergência da vontade do público e também de quem estava envolvido no projeto. “As pessoas ficaram muito encantadas com a série, muito interessadas nesse universo, nessa espécie de palco que é o tribunal. As audiências são situações muito dramáticas, mas, ao mesmo tempo, as pessoas sentiram falta de entender mais quem era essa mulher por trás desse ‘martelo’. Então, a gente criou um universo que é o da família dela”, conta ele.

“Desenvolvemos junto com os roteiristas um tipo de acontecimento da vida pessoal dela que ou é disparado pela situação do tribunal, ou dialoga e aumenta o sentido e a dramaticidade de tudo. Todas as questões que estão no tribunal também são questões na vida da juíza.”

A juíza Andréa Pachá, que participou das sessões de leitura de roteiro, acompanhou algumas gravações e volta a dar depoimentos nos episódios, diz que a parte pessoal da personagem de Glória é totalmente ficcional – e que o fato de ela própria ter dois filhos não passa de mera coincidência. “As histórias desta vez são todas sobre separações, e tem uma história de registro de identidade, de uma mulher que descobriu que era outra pessoa quando tinha 30 e pouco anos”, adianta Andréa. “A pauta dessa temporada é mais dos desgastes no divórcio, de traição, de ciúmes, e o roteiro dá tratamento muito delicado.”

Traição virtual. O primeiro episódio traz a história de Ana Amélia (Nívea Maria) e Adolfo Pimenta (Osmar Prado). Após 42 anos de casados, eles vão ao tribunal para assinar a separação. O motivo? O marido descobre que a mulher mantinha um perfil virtual na internet, Safadinha 22. Outro caso que também deve repercutir é o do casal interpretado por Malu Mader e Cassio Gabus Mendes, envolvendo violência doméstica. “Ela (a juíza) enfrenta as aflições da vida moderna, como o mundo virtual e também questões antigas, enraizadas na nossa cultura, como assédio”, descreve Glória Pires. Para a atriz, essas histórias tocam todas as pessoas porque “todos temos questões familiares”. “Mas, além disso, a abordagem sensata e humana da personagem não deixa de ser intrigante”, completa ela. 

Com direção geral de Pedro Peregrino, Segredos de Justiça conta com um elenco de peso, reunindo ainda Andreia Horta, Dira Paes, Bianca Bin, Fabiula Nascimento, Bruno Garcia, Bianca Byington, Marcos Veras e Alejandro Claveaux. E já é possível falar de uma terceira temporada? “O que posso falar é que a série é muito bem vista internamente”, responde Rafael Dragaud. “A gente trabalha para que isso seja bom para o Fantástico, é importante que traga potencial de discussões, que dê audiência, prestígio. O que posso dizer é que existe muita vontade de continuidade.”

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