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Globo cria receita de riso com voto do público em 'Tomara que Caia'

Estreia neste domingo programa que é uma encenação disputada por dois grupos de atores, com ‘trollagens’ de improviso

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

19 Julho 2015 | 07h00

Sai o SupersStar, entra o Tomara que Caia, mas o programa que ocupa a tela da Globo após o Fantástico, a partir deste domingo, 19, continua a desafiar o telespectador dos tempos modernos a provar que já não pode mais ser chamado de plateia “passiva”. Diante de uma historinha simples de comédia, o público será convidado a votar, por meio de aplicativo no celular ou computador, quem deve permanecer no jogo e quem deve cair. Para tanto, tudo tem de ser ao vivo.

Criado originalmente pela Globo, o novo formato foi concebido pela equipe de Boninho, senhor dos reality shows. Dois times de quatro atores disputam no palco qual deles interpreta melhor um único enredo a cada episódio. Lá estão Dani Valente, Eri Johnson, Fabiana Karla, Heloisa Périssé, Marcelo Serrado, Nando Cunha, Priscila Fantin e Ricardo Tozzi, com direção geral de Carlo Milani e supervisão de texto do ex-casseta Cláudio Manoel. Cada personagem será interpretado por dois atores, um de cada equipe. Toda semana haverá um convidado-surpresa.

A cereja do bolo serão as ‘trollagens’, elementos surpresas que terão de ser incorporados à encenação, ao longo da interpretação. Aí é que entram os votos da plateia presente e do telespectador. Para não cair, o time terá de contar com mais de 30% de aprovação. Quando a aprovação cair desse patamar, o grupo atuante sai e o segundo recomeça a história do mesmo ponto.

“É teatro com TV, a junção dos dois. Se errou, vai ter que dar um jeito, é tudo ao vivo”, vibra Heloísa Perissé, em entrevista ao Estado. “Ao mesmo tempo em que a gente fica meio desesperado, não tem como parar, mas a gente faz teatro, está pronto para isso. Temos uma receita, só que cada bolo vai sair de um jeito”, completa. Lolô, como é chamada pelos colegas, conta que o grupo tem várias cartas na mesa: são cinco ‘trolladas’ e tem ainda o pessoal da Cia. Barbixas de Humor, grupo de São Paulo, que entrará em cena como “elemento perturbador”. Se a ‘trollada’ pedir que o elenco continue a contar aquela história pulando ou imitando um macaco, assim será.

Lolô acredita que não será difícil fazer o público entender a brincadeira. Até por isso, as histórias dispensam longos exercícios de raciocínio. Segundo Boninho, as tramas serão todas muito simples. “As pessoas vão querer saber o final daquela história”, continua Lolô. “Acompanhando a história, entra uma graça, que é a megassurpresa. Eu rio dos meus amigos e todo mundo começa a se divertir de ver a gente se divertindo.”

A votação também promete simplicidade: basta deslizar o ponteiro da barra do aplicativo, grátis para todos os dispositivos móveis, para baixo ou para cima, de acordo com a vontade de ver o grupo cair ou não. Tomara que Caia estreia com uma temporada de 12 episódios planejados, mas já é certo que o programa fique no ar até dezembro, contrariando seu título.


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