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Globo chega aos 50 anos com telefilmes de suas séries

Títulos foram compactados em até 90 minutos para celebrar o acervo da casa

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2014 | 03h00

Minisséries e seriados vistos em 10, 20 ou mais episódios ao longo dos 49 anos de história da Globo serão revisitados em formato de telefilme, para celebrar o cinquentenário da TV fundada por Roberto Marinho em abril de 1965. É o primeiro passo efetivo nas celebrações dos 50 anos. Os telefilmes – apenas 12, inicialmente – serão exibidos em janeiro, com cerca de 80 a 90 minutos, de terça a sexta-feira, na faixa noturna. E, dependendo do resultado, a Globo pode sacar outras obras da gaveta até o fim do ano. 

A iniciativa une, como poucas vezes se viu nos bastidores da emissora, as áreas de Entretenimento, na figura do diretor Guel Arraes, e de Programação, chefiada por Amauri Soares. Alinhavada pelos dois lados, a curadoria se valeu de critérios que somam o aspecto artístico, a relevância da obra para a história da emissora e os efeitos técnicos da edição a ser operada em cada uma, com os devidos cortes até para intervalo comercial, seguindo estratégias de programação capazes de cativar a audiência.

“Nosso primeiro critério foi selecionar obras significativas para esses 50 anos, mas é claro que muita coisa precisa ser restaurada e, dos anos 70 para trás, temos pouco material em condições de ir ao ar”, disse ao Estado o diretor Guel Arraes.

O Pagador de Promessas, por exemplo, obra que Dias Gomes levaria à TV em 1988, uma das mais antigas da safra selecionada, já havia sido restaurada ao ser lançada, há alguns anos, em DVD. Uma história de bastidor que a Globo não há de mencionar nesse revival é que o enredo, considerado subversivo por Roberto Marinho, sofreu intervenções do criador da Globo na época e teve quatro de seus capítulos originais cortados.

A definição da edição, agora, foi feita, em sua primeira etapa, pelos profissionais envolvidos na criação de cada produção, autores ou diretores. “Às vezes o autor sugeria uma trilha central a ser seguida na edição”, explica Guel. “Outra coisa interessante é como uma obra é percebida pelo público de modo diferente, quando vista em capítulos ou de uma vez só. Vi muito isso no Auto da Compadecida, quando as pessoas comentavam que o impacto no cinema não era o mesmo da TV, e no entanto, era a mesma produção, só editada de outra forma.” 

Lampião e Maria Bonita, de 1982, é o título mais antigo da lista, que vai até A Teia, vista este ano. Não que a exibição siga uma ordem cronológica das produções, mas, entre um título e outro, a seleção inclui, além do Pagador de Promessas, as minisséries Anos Dourados (1986), Primo Basílio (1988), Noivas de Copacabana (1992), Presença de Anita (2001), Maysa (2009), Dalva e Herivelto (2010) e O Canto da Sereia (2013). A lista inclui ainda dois seriados, compactados em telefilme: Ó Paí, Ó (2008) e Força Tarefa (2009).

É um período que compreende não 50, mas 33 anos de Globo, dada a baixa qualidade do material disponível entre 1965 e 1980. “A ideia é abrir o ano com essa programação. A gente quer fazer a televisão do futuro, mas não tem como não lembrar o que foi feito no passado. E não é uma reprise, é uma reprise renovada, que desperta uma coisa nostálgica”, completa Guel. 

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