''Glee' é igual aos filmes do 'Rocky''

Ryan Murphy é o mandachuva de Glee. Além de ser um dos três roteiristas, é o principal produtor executivo da Fox. Nada entra no ar sem sua aprovação. Mas isso não faz dele alguém temido nos bastidores, ao contrário. Ele falou com o Estado um dia depois do evento com o elenco.

Gustavo Miller, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2009 | 16h00

 

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É verdade que a série tem muito da sua infância?

Me envergonha o fato de ter sido muito Rachel: era presidente de todos os clubes do colégio. Cresci em Indiana, era obsessivo com a ideia de ser maior que a minha cidade. O personagem gay de Chris Colfer foi tirado da minha vida. O primeiro filme que vi foi Funny Girl – A Garota Genial. Sempre quis usar a faixa Don’t Rain On My Parade deste musical nos meus trabalhos. Agora pude.

 

Você também criou 'Popular'. Isso ajudou na hora de voltar a escrever sobre adolescentes?

Popular foi sobre sobre seus problemas e incompreensões, era cínico e obscuro. Nunca quis fazer um show sobre teens, mas explorá-los.

 

Como será conduzida a história durante a temporada? O piloto mostra tudo de uma vez!

Não sei o que o futuro me reserva, faço isso mesmo. Mas sempre sei onde a história termina. Glee é igual aos filmes do Rocky. O primeiro tem os perdedores, que vêm do nada pelo amor de uma grande pessoa e buscam sair vitoriosos de uma competição. No segundo ano eles são campeões. O quarto vai ser na Rússia! (risos)

 

Como é o processo de gravação de 'Glee'?

É produzir um filme a cada seis dias. Definimos o tema do episódio e depois passo uns dias dirigindo por Los Angeles para selecionar umas seis músicas. As músicas têm de ser aprovadas pelos artistas, nenhum ainda disse não. Grandes estrelas, como Barbra Streisand, Billy Joel e Beyoncé, amam o tema do show. Depois escuto a demo da música, faço anotações e eles gravam. Daí são mais uns dias para a coreografia.

 

Existe a hipótese de pôr músicas originais na série?

Sempre disse que não, gosto do show porque as pessoas identificam as faixas. Recebo ligações de compositores todos os dias. Agora posso chegar nos tops do mundo e falar: "a Rachel tá se sentindo assim, me escreva uma canção, Diane Warren". Vamos ter um episódio com oito músicas originais para serem vendidas como singles depois.

 

Você aceita as sugestões musicais dos atores?

Quando se trabalha com um monte de crianças talentosas, seu trabalho é espioná-las. Teve um dia que eles cantaram Ride With Me do rapper Nelly, e amei. Na outra semana estava lá. Também estava conversando com o Chris Couler, que falou que as melhores canções da Broadway são cantadas por mulheres e que queria ser garota por um dia, só para cantar algo de Wicked. Falei: "você não precisa ser". E pus. Matthew é um grande dançarino e fez certa vez a dancinha do Thong Song ("música do fio dental"). Já viu... (risos)

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