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Gênios da tecnologia investigam ameaças em 'Scorpion', que estreia no Brasil

Série tem quase 8 milhões de espectadores por episódio; 4ª temporada está garantida nos EUA

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

01 de julho de 2017 | 16h00

LOS ANGELES - A ciência pode não estar muito em alta com o atual presidente dos Estados Unidos, mas na televisão ela continua fazendo sucesso. The Big Bang Theory, que vai para sua 11.ª temporada, provou que colocar cientistas nerds no centro de uma série dá muito certo. Scorpion, que chega ao Brasil neste domingo, 2, às 22h, no canal AXN, vai pelo mesmo caminho. Só que, em vez de ser comédia, é um procedural - série que tem um caso por semana, normalmente sobre investigação e solução de um crime - mas também tem humor, graças às poucas habilidades sociais dos gênios em questão.

Scorpion é baseada na vida do irlandês Walter O’Brien, um autoproclamado gênio com QI 197, dono de uma empresa de tecnologia que ajuda em investigações. Na série, ele é interpretado por Elyes Gabel (de Game of Thrones), que monta um time formado por Toby Curtis (Eddie Kaye Thomas), especialista em comportamento, Happy Quinn (Jadyn Wong), expert em mecânica, e Sylvester Dodd (Ari Stidham), fera na estatística. Quem supervisiona a turma é o agente Cabe Gallo (Robert Patrick).

No piloto, o grupo é chamado para ajudar a pousar dezenas de aviões que estão enfrentando problemas técnicos. Katharine McPhee é Paige, contratada como assistente do time Scorpion e responsável por fazê-los interagir de maneira mais normal com o mundo. Em troca, ela aprende a lidar melhor com seu filho superdotado Ralph (Riley B. Smith). “Nós chamamos Walter O’Brien de Pinóquio. Esperamos que um dia ele cresça, principalmente nos seus relacionamentos”, disse o produtor Nick Santora em entrevista em Los Angeles. “Ele não gosta de emoções. Sua inteligência é seu único valor. E a emoção acaba sendo perturbadora.” 

Claro que muitas das situações tiveram de ser exageradas - na vida real, Walter e seu grupo passariam o tempo todo na frente dos computadores. “Mas a ciência costuma ser correta, só temos de abreviar a explicação”, explicou Elyes Gabel. É um desafio e tanto para os atores, como se fosse outra língua. Também não são poucas as cenas de ação propriamente ditas. “É engraçado, fazemos as cenas de diálogos em duas tomadas, e as de corrida, em 15. Devemos correr bem mal!”, brincou Robert Patrick, que ficou famoso por ser o androide T-1000 em O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final, de 1991. 

Para Gabel, o maior teste, no entanto, é interpretar alguém que se gaba de não poder ser ofendido por não ter emoções. “Já tinha interpretado personagens reais antes, mas não alguém que está envolvido com a produção. Isso dá mais responsabilidade”, contou. Mais complicado ainda porque algumas das coisas relatadas por O’Brien não são comprovadas - ele alega ter assinado embargos que não lhe permitem provar o que diz. “Então isso significa que preciso acreditar nele, em vez de questionar. Porque começa a ficar complicado se eu não acreditar”, afirmou o ator. “Depois de superar essa questão, comecei a pensar em como interpretar esse personagem com suas vulnerabilidades.” Sua estratégia parece ter dado certo. Mesmo se tudo o que O’Brien diz for mentira, a série é um sucesso, que atrai quase 8 milhões de espectadores por episódio e já tem sua quarta temporada garantida nos EUA, ainda que só agora a primeira esteja chegando ao Brasil. 

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