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'Game of Thrones' teve a melhor audiência da história

Após massacre de protagonistas, novos rostos surgem para dar reforço

Clarice Cardoso e João Fernando, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2014 | 13h30

Com os 14,2 milhões de espectadores que agregou no terceiro ano, Game of Thrones teve a melhor audiência da história da HBO norte-americana, atrás apenas de Família Soprano. E, de acordo com o instituto Nielsen, é uma das poucas com um perfil tão sortido de fãs. A tese era de que eles seriam em sua esmagadora maioria homens. Mas não: 42% são mulheres.

Mas há a questão que paira: conseguirá George R. R. Martin terminar sua grandiosa epopeia? O público começou uma campanha: “Escreva, Martin! Escreva!”. Acontece que a HBO não pode apenas cruzar os dedos e torcer. Mandou os dois criadores para a casa do escritor no fim do ano passado para conversar sobre os rumos da história. Se a série ultrapassar os livros ou se o pior acontecer – Martin não terminá-los em vida –, eles já sabem por onde ir. 

Enquanto isso, o escritor não se furta de sonhar. Para ele, não há com o que se preocupar. Reitera que não há como a série ultrapassá-lo, e visualiza ao menos três temporadas viáveis com o que já está escrito. (A HBO anunciou que o terceiro volume, Tormenta de Espadas, seria usado na última temporada e nesta. A questão é que os episódios exibidos já foram além, o que dá dicas de que podemos ter elementos do quarto e quinto livros, O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões).

Até lá, Martin diz que já terá terminado o próximo, que renderá mais duas temporadas. Seus planos são ainda mais grandiosos: pensa em terminar tudo no cinema, com um filme. Quer ver seus dragões em Hollywood.

Se ainda assim não der certo, Martin lançou mais uma sugestão: usar outras obras para episódios que funcionem como prólogos, que voltem a séculos atrás...

Por mais que tudo esteja tão claro na cabeça do escritor, para quem acompanha Game of Thrones pela televisão fica bem difícil tentar adivinhar o que vai ser da série depois da chacina do episódio que ficou conhecido como “o casamento vermelho” – cor de sangue. É por isso que novos personagens reforçam a trama já desde o primeiro episódio, que conta com a chegada de Oberyn Martell (Pedro Pascal), chamado de Víbora Vermelha graças ao método de matar os inimigos com armas envenenadas.

O novato chega com tudo em sua primeira aparição em Porto Real, em que usa o casamento de Joffrey (Jack Gleeson) e Marfaery (Natalie Dormer) como pretexto. Na verdade, Oberyn quer vingar a irmã, morta pelos Lannister.

“Ele é alguém que ama ou odeia. É perigoso, mas leal, tem integridade. Comanda o lugar onde chega, mas reconhece quem veio de baixo. Ele age sem pensar nas consequências. Ou luta, ou transa com você. Vive nos extremos”, disse ao Estado o ator, que veio ao Brasil para divulgar a exposição sobre a série, no Rio.

Oberyn segue a tradição de cenas violentas e de sexo já nos primeiros minutos no ar. Após colocar os pés no terreno de Tyrion Lannister (Peter Dinklage), escolhe uma prostituta, convida o cafetão para participar de sua festa particular e começa a tirar a roupa dos convidados. Não demora para abrir os trabalhos e homicidas da temporada.

Segundo o ator, foi fácil entrar no espírito do personagem. “Minha família é do Chile e fomos exilados políticos (durante a ditadura de Pinochet). Vivemos em muitos países. Tive a mesma relação que Oberyn tem com a irmã. Foi fácil criar esse desejo de vingança dele pensando que alguém pudesse fazer algo com a minha irmã.”

Fã de Game of Thrones, Pedro entrou para o elenco de forma inusitada no ano passado: com um vídeo gravado pelo celular. “Eu estava na Califórnia e eles na Inglaterra. Perguntei se eu poderia fazer de outro lugar e pediram que eu gravasse. Foram 17 páginas de roteiro da quarta temporada. Um amigo segurou o celular enquanto eu falava o texto. Como não sou famoso, pensei que tudo tinha acabado ali. Só que os criadores me ligaram e eu gravei de forma adequada”, conta.

Hoje à noite. Os veteranos sobreviventes dão as caras no episódio de hoje. Combalido depois de amargar uma longa jornada de fuga, Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau), que teve a mão decepada, tenta se adaptar à nova realidade com uma mão mecânica, feita de ouro. O guerreiro galã tem ainda de lidar com provações de Joffrey, que zomba da nova condição do tio e pai biológico.

Outra aparição aguardada é a de Daenerys (Emilia Clarke), a mãe dos dragões. Mas as criaturas surpreendem: ao tentar interromper uma atividade de seus mascotes, sofre uma represália. “Dragões não gostam de ser controlados”, avisa o escudeiro Jorah (Ian Glen). A dupla segue sua missão em um caminho com sustos mórbidos.

E ainda as esperadas conversas entre Tyrion e sua nova e resistente noiva Sansa (Sophie Turner).

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