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Game of Thrones: saiba o que aconteceu no primeiro episódio da 8ª temporada

Para entender o desfecho do fenômeno mundial da HBO, é preciso atentar-se a paralelos entre primeira e última temporada, diz atriz

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2019 | 00h26

* Esse texto contém spoilers do primeiro episódio da oitava temporada

Desde a abertura do primeiro episódio da oitava temporada de Game of Thrones já sabemos que a série está diferente: um novo visual, mais sombrio, mostra que o inverno chegou de fato. 

Maisie Williams havia falado em uma entrevista para ficarmos atentos a paralelos entre primeira e última temporada. A desconfiança com que a “coroa” é recebida em Winterfell talvez seja o maior deles: naquela ocasião, Jaime Lannister acabou empurrando Bran Stark para a morte; o encontro entre os dois terminou o novo capítulo, num cliffhanger satisfatório para um episódio que na média é apenas morno e não apresenta muitas soluções para problemas que os fãs estão especulando há 595 dias.

Sansa Stark está mais fria do que nunca: ela engrossa com Daenerys, com Jon, e com Tyrion: o reencontro entre os dois, separados desde o casamento de Joffrey Baratheon, não foi nada amistoso, mas não teve nenhuma emoção espontânea, e termina com menos de três minutos de um diálogo sem graça e com Sansa dizendo: “eu pensava que você era o homem mais esperto do mundo” (referindo-se, corretamente, a Cersei Lannister e sua decisão, ainda desconhecida para o resto dos personagens, de mentir e não ajudar na batalha do Norte).

Em Porto Real, Cersei recebe um novo personagem, Capitão Strickland, chefe da Companhia Dourada, os mercenários que Euron Greyjoy foi buscar em Braavos (o outro continente do mundo de Thrones).

Ela também cede às investidas de Euron, que diz que vai engravidá-la. Ainda resta dúvidas se Cersei está de fato grávida ou se ela usou o artifício para enganar Tyrion no final da sétima temporada.

Num toque de crueldade que relembra os bons tempos da série, ela ainda comanda Ser Bronn a matar seus irmãos (Tyrion e Jaime), com a mesma besta que Tyrion usou para matar Tywin.

Theon Greyjoy resgata Yara, sua irmã que estava sob custódia de Euron, e os dois propõem retomar as Ilhas de Ferro, para onde os mortos não podem chegar. Theon, porém, ruma para Winterfell para lutar ao lado de Jon Snow.

No episódio, enfim vemos Jon Snow montar um dos dragões de Daenerys. Eles viajam pelo Norte, chegam a uma cachoeira (Ygritte, alguém?) e se beijam – e o olhar que os dragões lançam para ele é um indicativo de que eles sabem algo que ele ainda não sabe.

Talvez seja o que Sam fala para ele logo em seguida. De que ele, Jon, é na verdade Aegon Targaryen, sexto do seu nome, herdeiro verdadeiro do Trono de Ferro e dos Sete Reinos. A reação mais marcante de Jon é questionar a suposta mentira de Ned Stark para ele durante toda sua vida (uma mentira que salvou sua vida, afinal).

O fato mais impressionante deste episódio é a morte de Lorde Umber, garoto e senhor de uma das casas do Norte, leal a Jon Snow. Ele é morto pelos Caminhantes Brancos, mas só vimos isso quando Tormund e Beric Dondarrion, bem como o Lorde Comandante da Patrulha da Noite, Edd Tollett, o encontram pregado na parede, com um símbolo circular que já tinha aparecido antes.

É o símbolo do Rei da Noite, que ainda não vimos neste episódio. Mas sua presença é o que define tudo.

O que a crítica pedia de Game of Thrones era a volta de mais diálogos afiados e menos cenas espetaculares de ação. Não tivemos praticamente nenhuma cena de ação, mas mesmo os diálogos não alcançaram a excelência que a própria série atingiu no passado. O preview do segundo episódio, porém, com o julgamento de Jaime Lannister e os preparativos para a batalha contra os mortos, prometem um arco melhor do que o foi visto neste domingo, 14.

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