Furtado roda poesia em película

Diretor filma nova microssérie da Globo sob as cores de outono da Serra Gaúcha

Patrícia Villalba, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2009 | 00h13

O lugar é "nenhum", apesar de a Serra Gaúcha, dourada de outono, estar no enquadramento do diretor Jorge Furtado. A época é "um passado distante", apesar de os contos de Giovanni Boccaccio, que inspiraram a parceria entre a Casa de Cinema de Porto Alegre e a TV Globo em Decamerão, datarem do século 14.

Prevista para o início do segundo semestre, a série de quatro episódios foi testada como um especial de fim de ano na Globo. Com todos os diálogos em verso, o piloto alcançou audiência surpreendente: 29 pontos. "É uma experiência bem radical. No piloto, os versos começam a partir do segundo minuto. Deu tão certo, que resolvemos radicalizar ainda mais e, agora, os episódios são todos em verso mesmo", diz Furtado.

Humor, erotismo e artimanhas temperam as histórias envolvendo sete personagens - propositalmente - arquetípicos. Primeiro, há um triângulo amoroso entre um marido ciumento (Tofano/Matheus Nachtergaele), a mulher que o trai (Mona/Deborah Secco) e um falso padre (Maseto/Lázaro Ramos). No motor dos conflitos, há o casal de criados, Tessa (Drica Moraes) e Calandrino (Edmilson Barros). E, para completar, um casal romântico, Isabel (Leandra Leal) e Filipinho (Daniel de Oliveira). "Não é o tipo de texto que eu esteja habituado a fazer. Mas é uma oportunidade rara de fazer algo tão diferente. A TV carece disso!", observa Lázaro.

* Viagem a convite da TV Globo

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