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'Freira desobediente salvou a minha vida', diz papa em novo livro

Há 6 décadas, uma religiosa mudou ordem médica e dobrou dose de medicamento para pneumonia, salvando o jovem Jorge Mario Bergoglio

Philip Pullella, Reuters

02 Dezembro 2018 | 19h17

CIDADE DO VATICANO - Uma freira de hospital que desobedeceu as ordens do médico salvou a vida do papa Francisco há seis décadas, quando ele corria o risco de morrer de pneumonia, revela o papa em um novo livro.

Quando Francisco estava estudando para o sacerdócio na América Latina na década de 1950, ele pegou pneumonia, mas foi diagnosticado erroneamente pelo médico do seminário, que achou que era gripe, e um dia teve que ser levado para o hospital “a ponto de morrer”, contou.

Um médico do hospital percebeu que era uma pneumonia e ordenou que os funcionários dessem ao jovem Jorge Mario Bergoglio dois tipos de antibióticos.

Mas uma freira do hospital chamada Cornelia Caraglio teve uma ideia diferente.

“Assim que o médico foi embora, ela disse à equipe: 'Vamos dobrar a dose'. Ela certamente era uma freira sábia. Ao ordenar que a dose fosse dobrada, ela salvou minha vida”, disse ele.

Vários meses depois, o futuro papa retornou ao hospital para remover a parte superior de um de seus pulmões por causa de uma infecção.

Francisco, de 81 anos, fez os comentários em uma entrevista ao padre espanhol Fernando Prado para livro no qual ele discute os desafios de ser um padre ou freira nos dias de hoje.

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