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Forças femininas movem a Casa Branca em ‘Scandal’

Olivia Pope precisa recuperar o fôlego antes de voltar ao trabalho na terceira temporada, que estreia nesta segunda no Sony

Clarice Cardoso, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2014 | 23h19

Alguém gritou: a rainha está nua! E toda as atenções que Olivia Pope é especialista em desviar voltaram-se para ela. No início da terceira temporada da série Scandal, que estreia nesta segunda, às 22h, no canal Sony, a América descobriu que ela, a mais exclusiva relações públicas do país, é a amante do presidente dos Estados Unidos.

As relações familiares de Olivia estarão no centro dos episódios que começam agora. A figura misteriosa de seu pai é uma peça determinante no desenrolar da história. A começar por este primeiro capítulo. Quando o segredo se torna de conhecimento público, a primeira iniciativa dele é o de raptá-la, colocá-la num avião e fazê-la sumir. Mas a mulher forte vivida por Kerry Washington não se contentará assim tão fácil em se transformar na filhinha do papai. Ela reage, luta, e toma para si as rédeas dá própria vida. São atitudes como essa que fazem da série o sucesso que é, com a audiência se consolidando nos EUA a cada semana.

As personagens femininas bem escritas, complexas e multifacetadas são um forte da criadora Shonda Rhimes desde sua outra série, Grey’s Anatomy. Mas aqui têm mais paixão, algo a mais as move. Mesmo a ambiciosa primeira-dama Mellie (Bellamy Young), que os fãs adoram odiar, vê a Casa Branca como um jogo de xadrez que está determinada a vencer. Preste atenção também em Lisa Kudrow, a Phoebe de Friends, que aparece na metade final da temporada para uma ótima participação especial. Ela será uma candidata à corrida presidencial com um passado obscuro.

Na série, Olivia liderou por anos o departamento de comunicação da sede do governo federal antes de abrir a própria empresa, que abafa os escândalos em que se envolvem senadores, congressistas e outras pessoas públicas para que não afetem sua imagem na mídia. Além da relação amorosa com o presidente, ela própria está envolvida com manipulação de eleições. Assim, não é incomum que isso inclua atitudes criminosas, de espionagem e tortura.

Eis um tópico sensível. Em sua equipe, autointitulada "os gladiadores de terno", está Huck (Guilhermo Diaz), recrutado anos atrás por um braço secreto da CIA que o obrigava a extorquir informações por qualquer meio possível. Logo tornou-se viciado em matar. Olivia tenta regenerá-lo e afastá-lo da organização, mas serão suas próprias relações pessoais que a farão se enveredar cada vez mais neste mundo. É aí que volta o pai da protagonista - e o desaparecimento de sua mãe, anos atrás.

Num momento em que os EUA discutem os meios utilizados pelas autoridades para garantir a segurança nacional, o programa mostra sem pudores cenas de tortura clara. Furadeiras, extração de dentes e o que de mais horrível se possa imaginar que aconteça em porões mundo afora.

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