Folga aos domingos

Estratégia? Puxada de tapete? Que nada. Glória Maria diz que saiu do 'Fantástico' para ser feliz

Shaonny Takaiama, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2008 | 21h42

Quantas pessoas no mundo deixariam de livre e espontânea vontade a apresentação de um programa como o Fantástico? Glória Maria sustenta que não teve problemas em deixar.         Veja também:   'Ao Fantástico acho que não volto nunca'   'Agora estou free like a bird'A apresentadora que esteve por mais tempo no comando da famosa "revista eletrônica" deixou o programa discretamente, no apagar das luzes de 2007, após dez anos à sua frente. Na edição que foi ao ar com a sua substituta, Patrícia Poeta, no dia 6, não foi feita nenhuma menção ao fato.Puxada de tapete, saída estratégica? Glória garante que não. "Eu pedi para sair, porque estava exaurida, no último limite das minhas forças. Acho que todo ser humano tem um limite e eu já tinha ultrapassado o meu nestes dez anos."Segundo ela, seu cansaço durava dois anos. E há oito meses já havia pedido um afastamento à direção do programa. "Eu estava negociando isso há oito meses. E coloquei de uma maneira ir-re-vo-gá-vel: eu não continuaria no programa, sob que condição fosse. Queria parar esses dois anos de qualquer maneira."Depois de várias reuniões, um acordo foi fechado na semana do Natal. "Eles (os diretores do Fantástico) acabaram achando que eu estava certa e merecia esse período sabático", explica.O nível de esgotamento de Glória era tão grande a ponto de ela, que sempre editou suas próprias reportagens, deixar a última sem finalização. "Depois que eu fiz o programa de Natal, que foi o último, eu já não tinha forças para apresentar mais nenhum. Tem uma matéria, inclusive, que fiz no Deserto do Atacama um mês atrás, que eu teria de editar ainda", conta. DestinoAntes de ser "saída" da atração, Glória preferiu sair. E explica as razões de seu desprendimento em relação ao programa. "Normalmente, as pessoas são retiradas quando ficam um determinado tempo. Seria muito fácil esperar daqui a uns quatro, cinco anos, o meu diretor me chamar e dizer: 'Olha, Glória, nós vamos te substituir.' Mas nunca fiz nada como os outros e achei que estava na hora de dizer bye, bye".Visivelmente aliviada, agora ela só quer viver. "Quero ser feliz, não quero me transformar em uma pessoa amarga." Na entrevista ao lado, a nova Glória, que agora tem folga aos domingos, fala mais sobre essa história.

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