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'Foi um segredo difícil de guardar', diz ator sobre destino de seu personagem em 'Homeland'

Damian Lewis comenta a temporada de ‘Homeland’ e faz novos planos para sua carreira

Dave Itzkoff, The New York Times

26 de dezembro de 2013 | 11h00

Nicholas Brody, o fuzileiro naval e prisioneiro de guerra que se tornou agente infiltrado e depois congressista interpretado por Damian Lewis em Homeland, foi quase um fantasma na mais recente temporada de deste thriller da Showtime. Tornando-se fugitivo no fim da segunda temporada, Brody ficou em grande parte ausente da terceira, e depois, no desfecho no final do ano, ele procurou recuperar o tempo perdido.

Resgatado da Venezuela pelo chefe de espionagem Saul Berenson (Mandy Patinkin), Brody foi enviado pela CIA ao Irã com ordens de assassinar o líder da Guarda Revolucionária. Ele cumpriu esta missão e foi conduzido às pressas a um esconderijo por Carrie Mathison (Claire Danes), a agente da CIA e sua antiga amante, e os dois começaram a analisar seu futuro.

Em vez disso, no final da última temporada, Brody foi apanhado por autoridades iranianas e enforcado em público enquanto Carrie assistia horrorizada.

Lewis, um ganhador do Emmy e do Globo de Ouro por sua interpretação de Brody, diz que tomara conhecimento do destino de seu personagem desde primeiro semestre, embora fosse um tanto ambíguo sobre a que destino estava se referindo.

"Foi um segredo difícil de guardar”, diz. "Só minha mulher sabia. Eu não podia correr o risco de contar a mais ninguém.” Lewis, um ator britânico que também estrelou a minissérie da HBO sobre a 2ª Guerra, Band of Brothers, e o drama Life da NBC, ganhou especial destaque com Homeland, que estreou em 2011.

Herói trágico. Adaptado de Prisoners of War, série da televisão israelense, Homeland escalou Lewis como Brody, um soldado resgatado após ser mantido refém por um terrorista no Oriente Médio. Mantido sob vigilância como um possível agente duplo, ele tem um caso com a personagem de Danes, a analista da CIA que mais suspeita de seus motivos.

Reavaliando seu período na série, Lewis descreveu Brody como “um herói trágico de nosso tempo”. “Ele personifica uma história educativa, recuando até o princípio, sobre enviar jovens à guerra e os danos que isso pode causar. >Ele teve breves momentos de felicidade e glória, mas foi uma figura essencialmente infeliz por três anos.” Lewis disse que, com base nas primeiras conversas que teve com Alex Gansa e Howard Gordon, os criadores da série, ele não esperava que Brody sobrevivesse o tanto que sobreviveu.

“A ideia de ter de continuar a escrevê-lo foi muito dura, talvez”, disse Lewis. “Ia criar muito desafio. Eu simpatizo com eles. Brody é uma força desestabilizadora.” Gansa disse numa entrevista telefônica, na segunda-feira, que a morte de Brody foi planejada desde o começo da primeira temporada. “Onde quer que ele entrasse em cena, nós queríamos que ela fosse alguma coisa viva e elétrica.”

“No momento em que você percebe que esses momentos estão menores e mais espaçados, chega a hora de o personagem sair de cena.” De certa maneira, diz Gansa, o final da temporada poderia quase ser um final da série. “Estamos dizendo adeus à relação central das três primeiras temporadas – o que não significa que não haja uma história interessante a ser contada com os personagens que deixamos.” E, no entanto, apesar do que pareceu ser a morte certa de Brody, Lewis não diz com certeza que o personagem jamais será visto de novo. “Mas se Brody for ressuscitado de algum modo, talvez estaremos indo longe demais.”

Para Gansa, o personagem de Brody está morto, embora viva através de uma criança que havia concebido com Carrie. “Mas essa é uma presença espiritual”, diz Gansa, “não física.” Lewis, que fez recentemente o papel principal no filme The Silent Storm e está programado para aparecer junto de Nicole Kidman em Queen of the Desert, de Werner Herzog, disse que mais papéis na televisão americana eram possíveis.

“Você termina um grande trabalho e pega o melhor trabalho que é colocado na sua frente”, diz. “A questão é continuar trabalhando com material bom, com pessoas muito talentosas. Isso é o que foi muito divertido em Homeland.” Nesse ínterim, ele disse que não recebeu telefonemas dos produtores de Downton Abbey. “Não, ninguém me pediu para vestir uma cartola ou uma casaca, ainda. Eu bem que poderia ser o amante americano de Elizabeth McGovern ou algo assim, quem sabe...”

TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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