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Festival de experiências Tudum propõe experiências imersivas nos títulos originais da Netflix

Pesquisa aponta que para os jovens, a chance de ver um personagem e que se pareçam com eles e seus amigos é um fator decisivo na escolha de qual série assistir; evento começa nesta sábado no pavilhão da Bienal

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2020 | 18h33

Para sete em cada dez jovens, de 16 a 25 anos, a chance de ver um personagem e que se pareçam com eles e seus amigos é um fator decisivo na escolha de qual série assistir. A informação é de uma pesquisa encomendada pela Netflix e realizada pela NetQuest, com 1.000 jovens de todas as regiões do Brasil sobre hábitos de consumo de TV via streaming, TV paga e TV aberta no Brasil. 

Os dados divulgados nesta sexta, 24, confirmam o perfil que já garantiu a presença no Tudum, novo festival da plataforma de streaming. Com título inspirado no som da vinheta que abre as produções da Netflix, o evento começa nesta sábado, 25, no pavilhão da Bienal. Com entrada gratuita, os ingressos se esgotaram dias antes do anúncio do evento, que se encerra na terça-feira,  dia 28. 

Noticiado como um festival de experiências, a proposta é tirar o público - ao menos por um pouco - de diante telinha e aproximá-lo de artistas e experiências imersivas nos títulos originais da plataforma. 



Quem visitou a CCXP do ano passado viu que a Netflix reproduziu parte da cenografia e locações de suas séries de maior sucesso como Stranger Things. No Tudum, a ambição é maior. Além da visita à cidade de Hawkins e no mundo invertido da série protagonizada por Millie Bobby Brown, haverá imersões na quebrada de Sintonia, com direito a corte de cabelo no estilo dos personagens da série. 

A série Sex Education, que acabou de estrear neste mês também terá espaço: o público poderá receber os famosos “conselhos de banheiro”. Seja no suspense de Stranger Things, no humor britânico de Sex Education ou na brasilidade de Sintonia, as produções buscam ampliar as vivências e os desafios que todo jovem enfrenta, antes de encarar a vida adulta. Para Maria Angela, diretora de produções originais da plataforma no Brasil, há dramas e comédias na vida real desse público e se identificar com elas é a chave para que as produções façam sucesso. “São conteúdos que podem traduzir as mais diferentes situações desse amadurecimento, como autodescoberta, independência, relacionamento com amigos e familiares, descoberta da sexualidade e identificação de gênero”, afirmou em entrevista ao Estado

E essa dinâmica vai além de uma história para se maratonar. Os desafios que as personagens enfrentam - reais ou imaginários, de monstros à paixão - ampliam o horizonte desse público que passa a lidar com as séries como um espelho. De acordo com a pesquisa, 49% dos entrevistados afirmaram que sentem que as situações narradas nas histórias já aconteceram em suas vidas. Outros 57% disseram que já se perguntaram “o que meu personagem favorito faria nesta situação?”. Em Sintonia, produção brasileira idealizada pelo produtor KondZilla, teve um time de roteiristas jovens para retratar a vida de moradores da periferia. “Na primeira temporada, recebemos comentários do tipo: ‘É como a gente saindo para a balada no sábado à noite’”, diz Maria Angela. 

Outro fator que interfere, mas que não é tão recente, tem a ver com o jeito de se assistir. Para a diretora, o celular continua como extensão da vida dos jovens. “Eles querem ter o controle completo de sua experiência de consumo de conteúdo, porque tudo acontece ao mesmo tempo para eles.”

Com tantos exemplos na vida real, o novo filme de Larissa Manoela traz para as telas o hábito de se estar conectado 24 horas. Em Modo Avião, a atriz faz a vez de uma influenciadora digital que não larga do celular. O tema não pretende conquistar apenas a audiência brasileira. De olho no filão de 190 países que consome seu conteúdo, a Netflix traz os algoritmos para dentro do processo criativo de seus produtos. “Desde o início do roteiro pensamos em um assunto que fosse universal, que muita gente poderia se identificar e que é real, como o vício em redes sociais”, conta a atriz, em entrevista por telefone. No elenco, Erasmo Carlos interpreta o avô da personagem. “É uma forma de unir diferentes gerações. Soube pelo meu pai de sua carreira, suas músicas e ele foi muito querido na nossa relação de avô e neta”, conta Larissa. 

A atriz também está confirmada na programação do Tudum, neste sábado, às 14h. Estão confirmados o comediante e youtuber Whindersson Nunes, neste domingo, 26. No dia seguinte, o designer Oga Mendonça, a cantora Karol Conka e a criadora da Perifacon, Andreza Delgado, debatem sobre cultura pop na periferia. No encerramento, terça, 28, os atores Lana Condor e Peter Kavinsky conversam com o público sobre o longa romântico Para Todos os Garotos: PS. Ainda Amo Você, inspirado na obra de Jenny Han. 

 

DESTAQUES DO TUDUM

 

  • Sintonia: Inspirado na série idealizada por KondZilla, o público poderá gravar suas músicas em um estúdio de verdade e cortar o cabelo no estilo do personagem Doni
  • Sex Education: Público terá a chance de receber “conselhos de banheiro”, como na série britânica, além de retocar a maquiagem 
  • Gretchen: A grande estrela da internet encerra o evento, no dia 28, no ritmo do carnaval com o Bloco Agrada Gregos
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