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'Fantástico' desafia novos talentos a reproduzir peças que fizeram história

Competição recria figurinos lendários

Cristina Padiglione , O Estado de S. Paulo

19 Março 2015 | 19h29

A partir de domingo, a cada Fantástico, um profissional da TV Globo desafiará um grupo de jovens talentos a recriar um figurino representativo na história da Globo. O quadro Como Manda o Figurino começará com seis competidores, escolhidos de regiões diversas do País. Um deles será eliminado a cada edição, por seis domingos. As escolhas caberão sempre a um júri diferente, formado por gente da casa, entre autores, diretores, atores e figurinistas. Só a sexta e última edição terá o fim da competição transmitido ao vivo, com votação do público pela internet.

A boa ideia foi sugestão de Gogoia Sampaio, figurinista que assinou produções como Belíssima, Saramandaia, Passione, Da Cor do Pecado, Meus Queridos Amigos e Geração Brasil, entre outras. A dificuldade foi selecionar quais segmentos seriam homenageados na breve série, que vai de encontro aos 50 anos da Globo. Entre as seis edições, por exemplo, não houve espaço para o Jornalismo. A primeira temática é aquela em torno da qual a emissora mais ditou moda nas ruas: novela.


Cada edição prevê um desafiador, um apresentador e um júri. No desafio inaugural, a autora Glória Perez pergunta aos competidores como Khadija, personagem que foi de Carla Diaz em O Clone, voltaria ao Brasil após dez anos vivendo no Marrocos. Para vestir as criações, entrará em cena Grazi Massafera. A apresentação será de Paolla Oliveira. O júri de então terá a atriz Juliana Paes, a própria Glória Perez e Marília Carneiro, outra grife de figurinos da Globo. “Toda edição terá um figurinista no júri”, adianta Gogoia. A direção é de Fabrício Mamberti, sob o núcleo de Denise Saraceni. 

A segunda edição promete causar nostalgia em quem tem mais de 40 anos, ao promover a volta do Capitão Gay, personagem lendário de Jô Soares, que entrará em cena como o desafiante. Para reviver o tipo, lá estará Leandro Hassum. 

“Eu abri um site e vi como tem gente querendo trabalhar com figurino”, conta Gogoia, ao justificar como chegou ao novo reality - ou “talent show”, como ela prefere classificar. “Muita gente ainda confunde figurino com moda. Todo mundo se acha meio figurinista, né? Mas a gente vê que gerações já foram criadas se vestindo de determinada maneira: por mais que a passarela dite moda, a Globo lança tendências.” 

Quem duvida? Das meias Lurex de Sônia Braga em Dancin’Days aos modelitos de Andréa Horta em Império, passando pelas bandanas de Guilherme Fontes em Bebê a Bordo, uma infinidade de detalhes desfilados na dramaturgia da Globo é perseguida pelos telespectadores, incluindo cores de batom e esmalte, cortes de cabelos e acessórios. Em Da Cor do Pecado, todas queriam o corte e a cor dos cabelos de Giovanna Antonelli. Em Roque Santeiro, os cachos e apetrechos exagerados de Regina Duarte, a Porcina, saltaram da tela para as ruas.

Para não deixar a percepção masculina de fora, Gogoia convidou Alê Youssef para colaborar com o quadro e diz que ele bem gostou. A corrida pelo novo guarda-roupa da cinquentenária Globo está só começando.

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