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Falta cafajestagem ao novo astro de 'Two and a Half Men'

Atenção, o texto abaixo contém spoilers

Roberto Godoy - O Estado de S.Paulo,

20 de setembro de 2011 | 14h55

Ashton Kutcher, não será jamais o substituto de Charlie Sheen. Falta a ele a devida cafajestagem. Trata-se de um bom moço. Foi decepcionante o episódio de estreia da 9ª temporada da série Two and a Half Men, apresentado na noite de segunda-feira nos Estados Unidos, no qual o ator entra na trama. Salvo pelo tom ácido do velório de 'Charlie Harper', o personagem de Sheen, e pelo notável Jon Cryer, o 'Alan Harper', apoiando raros momentos do espírito socialmente incorreto do seriado, o episódio foi fraco.

Claro, é impagável a cena das ex-namoradas de Charlie reunidas como uma espécie de irmandade na cerimônia fúnebre. Comentando o elogio de Alan ao irmão morto, "...ele deixou algo em cada um de nós". Uma delas responde, de primeira, "sim, clamídia", e outra, "herpes, claro". Rose, a vizinha esquizofrênica e provavelmente a assassina de Charlie, vivida por Melanie Linskey, posa de viúva.

Poderia ser bom. Mas não é. Ashton Kutcher, cristalizado na adolescência, é ator apenas mediano. No Brasil teria vaga garantida na noveleta juvenil Malhação, da TV Globo.

Walden Smith, interpretado por Kutcher, é bom material no roteiro da comédia. Bilionário da internet, acaba de vender sua empresa por mais de US$ 1 bilhão. Traído e abandonado pela mulher, tenta o suicídio em Malibu, na praia diante da casa dos Harper. O momento em que surge no deque da mansão, molhado e ofegante, é pastelão em estado original - resgatado por Cryer/Alan com um inteligente caco de improvisação.

Desse ponto em diante todos jogam para que Walden/Ashton marque ao menos um gol. A bola não chega nem na trave. Como substituto de Charlie Sheen, Ashton Kutcher continua ótimo no papel de marido da Demi Moore. Não é pouco. Com todo respeito.

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