Facção criminosa em 9 mm

Fox mostrará, em abril, todos os 13 episódios do policial '9 mm: SP', logo após o Jack Bauer

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2009 | 22h29

. As filmagens dos nove episódios que completam a 1ª temporada de 9 mm: São Paulo terminaram esta semana. A série vai estrear junto com o 7º ano de 24 Horas, dia 7 de abril, uma terça-feira. Jack Bauer entrará em cartaz às 22 horas. Já 9 mm será exibida às 23 horas. "A concorrência vai ter de correr atrás", fala a diretora de programação da Fox, Kátia Murgel. O maior concorrente da série da Fox é Law & Order: Special Victims Unit, no Universal Channel. No dia 7, a Fox vai reprisar o piloto (episódio de apresentação) de 9 mm: São Paulo e só a partir do dia 5 de maio, os nove episódios inéditos irão ao ar.Agora, com a equipe do delegado Eduardo (Luciano Quirino) desmoralizada pelos escândalos de abuso de autoridade, as histórias devem ficar ainda mais obscuras. A equipe foi rebaixada e ocupa o porão da delegacia. Uma facção criminosa entra em cena e um dos chefões é Abacate, que aparece no 4º episódio e é o principal suspeito do atentado contra Tavares (Marcos Cesana). Os dois cresceram juntos, mas, enquanto um foi parar na polícia, o outro acabou no crime organizado. "Tavares vai ansiar por vingança", conta o roteirista da série, Newton Cannito. Tavares, apesar de estar em uma cadeira de rodas, continuará na trama. "Há uma mudança interna do personagem", afirma D'Avila. Essa mudança será vista em outros personagens, como Luisa (Clarissa Kiste), que já começou essa luta interna no 3º episódio. Outro personagem que vai repensar suas ações é Horácio (Norival Rizzo), o justiceiro. "Horácio, que está na polícia desde os anos 70, começará a enfrentar coisas do passado", conta D'Avila. Por mais que os personagens sofram essa mudança interna, os resultados da equipe continuam aquém do que seria o ideal em um mundo perfeito - ou na maior parte das séries policiais americanas. A ideia é mostrar também a impotência da polícia que, muitas vezes, não consegue fazer justiça. "Apenas 1% dos crimes resulta em condenação no Brasil", fala o jornalista Carlos Amorim, consultor de 9 mm. "A guerra entre bandidos e polícia é muito particular. Eles são da mesma classe social. Essa questão está presente na série para não deixá-la banal, como qualquer programa da TV aberta, que só busca ibope."

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