Fábrica de música

Lázaro Ramos é estrela da fantasia musical 'Do-Ré-Mi-Fábrica', um mimo para a criançada

Patrícia Villalba, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2009 | 16h00

 Todo mundo, até o mais desafinado dos mortais, tem algum talento musical. A lástima é que nem todo mundo é capaz de desenvolver seu talento. Daí a ideia da "guitarra de uma corda só", instrumento capaz de aproveitar o potencial de cada um e também o centro do especial Do-Ré-Mi-Fábrica, que a Globo apresenta nesta quarta-feira, às 22h15. "Toco guitarra desde a adolescência e, no começo do meu aprendizado, viajava na ideia de um instrumento que tocasse sozinho", explica o roteirista Péricles Barros, que no ano passado assinou também o excelente O Natal do Menino Imperador, também especial de fim de ano da emissora e finalista indicado ao Emmy Internacional.

 

Dirigido por Denise Saraceni e Flávia Lacerda, Do-Ré-Mi-Fábrica conta a história do menino Tom (Maicom) que sonha ser artista e sobrevive como catador de um lixão. Ali, ele encontra um instrumento maravilhoso, uma guitarra de onde pode tirar todo tipo de som. É a grande invenção da Do-Ré-Mi-Fábrica, uma empresa especializada em instrumentos nada comuns, como um piano de bolso e berimbola elétrica.

 

A Do-Ré-Mi-Fábrica está à beira da falência, para desespero dos irmãos gêmeos Ludovico e Arquimedes, interpretados por Lázaro Ramos. "O Ludovico cria instrumentos inusitados que nem sempre são bons comercialmente. E o outro irmão fica desesperado, porque todos os ancestrais da família criaram instrumentos importantes para a história da música", detalha o ator.

 

Os irmãos Ludovico e Arquimedes vivem, então, às turras na fábrica, um cenário lúdico, cheio de fantasia – para desespero da secretária, Viola (Nathália Dill). No elenco, ainda estão nomes como Chico Diaz, Alexandre Nero e o cantor Lenine.

 

Produção bem cuidada, o especial é visto pelo autor como um ensaio para que a dramaturgia infantil volte a ocupar seu lugar na programação da Globo. "O fim do Sítio do Picapau Amarelo (em 2008) deixou um espaço. É ruim, acho que atrapalha até mesmo a formação de plateia", observa. "É importante você dar boa dramaturgia para a molecada desde cedo. Se depender de mim, outros projetos virão."

 

Colaborou Alline Dauroiz

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