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Ex-Miss Angola faz ponta em 'Paraisópolis'

Lesliana Pereira apresentava um programa na África, pela Globo

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

03 Maio 2015 | 03h00

Ela foi Miss Angola em 2008 e representou seu país no Miss Universo, que na ocasião aconteceu no Vietnã. Um ano depois, Lesliana Pereira, hoje 27 anos feitos, já estava a serviço da Globo Internacional na África, apresentando o Revista África, programa que explorava as dicas turísticas e culturais dos países do continente. Agora, Lesli, como é chamada pelo pessoal da Globo aqui, faz seu debut em novela da emissora, com uma personagem que atrapalha a vida das protagonistas de I Love Paraisópolis, novela das 7 assinada por Mário Teixeira e Alcides Nogueira, com direção de núcleo de Wolf Maya, que estreia no próximo dia 11. 

“Meu personagem é Tairini, uma imigrante africana em Nova York, ela vai contracenar com a Bruna (Marquezine) e com a Tatá (Werneck)”, contou-nos Lesli durante a lotada festa de lançamento da novela, quarta-feira passada, em São Paulo. Entusiasmada por estar entre alguns dos astros que ela sempre admirou pela TV, a ex-miss e agora atriz torce para que os autores criem qualquer justificativa para colocá-la de novo em cena no folhetim.

Sua participação, no entanto, está muito centrada na sequência gravada em Nova York, onde as meninas da trama, moradoras da comunidade paulistana de Paraisópolis, baixam no início da história, esperançosas de fazer a América e melhorar de vida. Os planos das duas dão errado desde o primeiro dia, em boa parte por culpa de Tairini, que forjará uma situação que resultará no furto da bolsa de Marizete, personagem de Bruna, onde estão passaportes e dinheiro das duas brasileiras.


A participação de Lesli, por enquanto, dura até o 10º capítulo. “Eu espero ficar mais, espero que os autores façam uma coisinha a mais pra mim, porque eu tô aqui, né? Estou muito feliz de estar fazendo uma novela nessa grande indústria que é a emissora, é um passo grande pra minha carreira.”

Lesli vai voltar para Angola por causa de alguns trabalhos previamente agendados, mas retorna em seguida ao Brasil, onde espera fazer cursos e aproveitar a vitrine da novela. Seu acento angolano é de fácil compreensão para os ouvidos brasileiros. A Globo nem se deu ao trabalho de encomendar aulas de fonoaudiologia para ela. Além de ser mais fácil, para nós, entender o português de Angola que o português de Portugal. A personagem é uma imigrante angolana em Nova York. “Eles me deixaram bem à vontade pra ficar no meu registro, mas, se eu tiver que falar com jeitinho carioca, posso aprender também”, diz Lesli. O “paulistês” de Paraisópolis, afinal, é quase um desvio de rota dos tradicionais cenários de novela da Globo, ainda dominados pela zona sul do Rio. 

Lesli apresentou o Revista África na Globo Internacional por seis anos. “A gente terminou agora no começo do ano porque eu entrei de cabeça na área da representação, eu me apaixonei por isso e é uma coisa que eu quero fazer. Estou estudando pra isso e aproveitando que estou aqui no Brasil pra conhecer um pouco mais desse universo.”

E como chegaram ao seu nome para o elenco da novela? “Eu tenho cadastro como atriz na emissora e a produtora de elenco, a Márcia Andrade, me convidou, fiquei superfeliz.”

Pergunto o que faz sucesso da Globo em Angola. “Tudo”, ela responde. Cita Avenida Brasil, grande sucesso lá, “como no mundo todo”, e novelas como O Rei do Gado, um marco do gênero. “Todas as novelas que passam aqui passam lá com um dia de atraso, só, pela Globo Internacional, vemos tudo.”

Estreante nas novelas, a atriz já esteve na tela da Globo antes. Em 2009, a ex-miss venceu um concurso no TV Xuxa para escolher uma das fadas do infantil Xuxa e o Mistério de Feiurinha. Também já desfilou três vezes no carnaval carioca, pela Unidos da Tijuca, e está pronta para repetir a experiência. 

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