'Espero que o casamento dure'

O namoro durou mais de dez anos. Quando chegou a hora da união se concretizar, ela optou por fazer um contrato de dois anos - com a esperança de que o casamento dure muito mais do que isso. Vinda de uma separação traumática com SBT, Adriane Galisteu contou ao Estado como "se casou" com a Band. Como surgiu o convite da Band?É um namoro longo. Há uns dez anos, a gente vem namorando, mas eu estava sempre contratada. Desta vez, acho que veio na hora certa, do jeito certo, com as pessoas certas. Outras emissoras chegaram a te sondar?Eu conversei com outras emissoras, inclusive com o próprio SBT, mas a Band foi a melhor coisa para mim e tenho certeza de que fui a melhor coisa para a Band. Acho que foi um encontro perfeito. Nós temos dois anos de contrato, mas espero que esse casamento dure mais do que isso.Como será o seu programa?Será uma atração na linha de show, ao vivo e semanal. Quero estar em cima da notícia e também falar de moda, beleza e colocar muito humor. Também quero que as pessoas participem do programa.Você sempre participou da produção de seus programas. Desta vez, espera estar na linha de frente?Um programa só funciona em equipe. Então, a equipe tem de estar coesa, todo mundo tem de falar a mesma língua. Por isso, gosto de participar. Essa coisa de pegar a ficha e apresentar é prático, mas distancia o público do apresentador, sendo que o objetivo final é o público.A Band contratou várias mulheres para integrar o time da emissora. Tem espaço pra tanta mulher bonita em uma emissora?Na Record, aprendi que não importa só o seu programa. Então, eu torço para que a Band cresça, que contrate cada vez mais gente, porque cada um tem o seu talento, o seu charme. Você disse que aprendeu muito na Record. Mas um pouco depois da sua saída, vimos a emissora investir na programação e crescer muito. Se arrependeu de ter saído nessa época?Eu não sou do tipo saudosista. É a forma como encaro minha vida. Olho pra trás e admiro o crescimento da Record, mas, naquele momento, o SBT ainda estava bem na frente e, na época, foi a melhor coisa pra mim. Quando percebeu que tinha feito um mau negócio de ir pro SBT?Eu fiz um ótimo negócio. Não tenho dúvida disso e acho que você faria a mesma coisa. Trabalhei com uma pessoa que considero ser o melhor apresentador do País. Só que não vou mais assinar contrato que não me dê garantias de estar no ar. Era algo que já fazia, mas abri mão disso no SBT. Foi o que mais me incomodou. De todo modo, hoje sou uma pessoa muito melhor graças à minha estada de quatro anos no SBT.Você é conhecida por falar o que pensa. Acha que isso incomodou Silvio Santos, que também é famoso por dizer o que pensa? Acho que me desgastei porque cheguei com a minha equipe, com meu jeito de trabalhar na Record e demorei pra entender o ritmo de trabalho do SBT. Se tivesse com a cabeça que estava no último ano, não teria me desgastado tanto.O que te deixou mais irritada: a mudança de formato e de horário pela inconstância de Silvio Santos ou ficar na geladeira?Esse tempo de geladeira final foi esperado, até porque eu tinha de saber o que iria acontecer comigo. É o jeito de as emissoras segurarem o artista, para que ele tome uma decisão. Se eu viesse pra cá e ainda estivesse no ar, talvez a Band me colocasse na geladeira, porque precisa de um tempo pra você elaborar uma nova imagem, um novo programa. O que mais me chateou foi não fazer aquilo que sei fazer. Eu sou uma apresentadora de linha de show. A minha história começou assim e eu sei que eu poderia ter dado muito mais pela casa. A ideia de apresentar o programa de camisola foi sua (após SS mudar o horário de seu programa para a madrugada)?Foi nossa, da minha equipe. Acho que foi a melhor coisa que fiz lá. Porque repercutiu muito e acho que rolou uma identidade. Porque aquela hora, da 1h30 às 3h30 da madrugada, quem está vendo estava de camisola. E foi muito divertido.Acha que o público feminino se identifica com você?Vejo que as mulheres têm uma empatia muito forte comigo. Não tenho dúvida de que mulher inspira outra mulher, de que mulher admira outra mulher e de que mulher torce por outra mulher.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.