'Espero que consigamos ter a química de NCIS'

LL Cool J: Rapper fala sobre franquia que seguiu a fórmula crime + humor = sucesso

Etienne Jacintho, de O Estado de S. Paulo

17 Julho 2010 | 16h00

Codinome. Nascido James Todd Smith, rapper adotou o apelido LL Cool J, que significa Ladies Loves Cool James

 

 

 

Nos EUA, LL Cool J faz sucesso como rapper, ator, autor e empresário. Homem de diferentes talentos, ele diz que gosta de fazer muitas coisas. "Tento maximizar ao máximo meu potencial", fala Cool J. "Mas só faço o que gosto, pois, sem paixão, não há trabalho." E foi esse trabalho que reservou um futuro sem violência para o garoto que, aos 4 anos, viu o próprio pai atirar na mãe e no avô.

 

Hoje, aos 42 anos, o artista tem uma carreira de sucesso no mundo do rap, papéis de destaque em filmes e séries de TV, além de uma grife de roupas e quatro livros publicados. Ao Estado, Cool J falou sobre NCIS Los Angeles, a franquia de NCIS - a série mais vista nos EUA -, que ele protagoniza ao lado do ator Chris O’Donnell. NCIS Los Angeles ficou em 4.º lugar na audiência americana em sua temporada de estreia e já tem seu 2.º ano confirmado. Aqui no Brasil, o canal A&E apresenta nesta quarta-feira, às 22h, o antepenúltimo capítulo do 1º ano.

 

A entrevista, feita por telefone, contava com a presença de jornalistas da América Latina e o artista, mostrando simpatia, deu respostas em um espanhol esforçado. "Vou tentar falar espanhol, assim pratico", disse ele. Cool J conta que aprendeu espanhol com seus amigos da comunidade latina.

 

Como é estar em uma franquia da série mais vista dos EUA?

Só espero que consigamos ter a química que NCIS tem. Eles têm essa energia e são um sucesso. Então, se a gente conseguir alcançar esse nível, será maravilhoso.

 

Você imaginava que a série fosse ser a 4ª atração mais vista dos EUA logo na temporada de estreia?

Fiquei surpreso, pois não fazia ideia de que a série teria esse sucesso. Só espero que a gente continue subindo em audiência. Estou muito feliz porque a série está indo bem e espero que as pessoas aí na América Latina também gostem e aproveitem.

 

O original NCIS tem muito humor, apesar do tema. Como você classifica o humor em NCIS Los Angeles?

Acho que conforme a 1.ª temporada foi avançando, a série foi ficando mais leve e mais divertida. Hetty (papel da veterana Linda Hunt) faz coisas bem engraçadas. Mas todos concordamos que a série deve ganhar mais humor, enquanto consolidamos e mantemos a qualidade de um bom programa de drama.

 

Você acha que o humor é a grande diferença de NCIS e de NCIS Los Angeles para as outras séries investigativas?

Acho que, comparando com outras séries, temos mais humor e mais leveza em relação aos personagens e como eles são apresentados. Acredito que a série tem seu charme, mas ainda é uma atração nova que tem muito espaço para crescer. Acho que a série não foi maximizada ainda. Estamos chegando lá. A série precisa amadurecer mais.

 

Você teve treinamento especial para manipular armas, já que seu personagem tem passado militar?

Temos um conselheiro técnico que é um sargento especializado em armas. Então, treino muito com ele e também treinei com os agentes reais do NCIS (agência que investiga crimes contra membros de órgãos oficiais do governo americano). Conheci soldados e conversamos sobre a mente de um militar. Foi bem divertido. Tivemos treino de manipulação de armas, de como conduzir um interrogatório. A primeira vez em que encontrei Chris O’Donnell, fizemos tudo isso.

 

Você acha importante ter esse tipo de treinamento?

Aprendi muito em termos de tática e estratégia tanto do ponto de vista dos agentes do NCIS como dos militares. É um desafio porque acredito que seja simples pegar uma arma e atirar, mas não é simples atirar com o profissionalismo da polícia e dos militares, com as técnicas corretas, pois há uma série de nuances e pequenos detalhes que são importantes para tornar tudo real. Isso torna tudo muito divertido.

 

‘NCIS Los Angeles’: A&E, quartas, 22h

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