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‘Emerald City’ traz ‘O Mágico de Oz’ para século 21

Série, que estreia no Brasil em janeiro, mergulha na psicologia dos personagens, que aparecem mais velhos

Mariane Morisawa, Especial para O Estado de S. Paulo

30 Dezembro 2016 | 05h00

Com quase 500 séries no ar nos Estados Unidos, os canais de televisão estão se voltando para o passado, com versões atualizadas de filmes dos anos 1980 (como Lethal Weapon) ou até mesmo séries daquela década (MacGyver). Emerald City, que estreia no Brasil no mesmo dia dos Estados Unidos, na madrugada de sexta, 6, para sábado, 7, à 1h, no canal Fox1, vai buscar mais longe sua inspiração, na obra de L. Frank Baum, que deu origem ao clássico O Mágico de Oz (1939), de Victor Fleming, estrelado por Judy Garland. “Pegamos o universo de O Mágico de Oz e vamos mais fundo na psicologia de cada personagem e no mundo, até em termos sociológicos, com facções que se enfrentam, manipulações”, disse o ator Vincent D’Onofrio, que faz o Mágico, em entrevista ao Estado

Claro que, sendo uma versão 2017 de livros escritos a partir de 1900, cuja adaptação mais famosa foi feita há quase 80 anos, há muitas mudanças. Mas o produtor executivo Shaun Cassidy afirmou que não foi muito difícil de torná-los contemporâneos. “As histórias são muito atuais, falam de empoderamento feminino, identidade de gênero, ciência e mágica, religião, guerra, coisas que estão acontecendo no mundo todo.” Para poder mostrar uma reação mais complexa dos personagens a esses temas, eles foram envelhecidos. Dorothy (Adria Arjona), uma criança no original e adolescente no filme, agora é uma jovem de 20 e poucos anos, enfermeira que deseja ser médica, mas não tem coragem de se arriscar.

Ela está sofrendo com muitas inseguranças e dúvidas”, disse a atriz. A protagonista está num carro de polícia quando um tornado a leva de Kansas para Oz, acompanhada de Toto, um cão a serviço dos policiais que se torna seu companheiro mais fiel. No caminho para Emerald City, ela encontra Lucas (Oliver Jackson-Cohen), um jovem que está sujo, coberto de palha, crucificado – é o Espantalho. “Em vez de um cérebro, ele procura suas memórias e sua identidade”, disse Arjona. “Aos poucos, vamos descobrindo quem ele é, e o espectador decide se gosta mais dele agora ou antes.” Dorothy envolve-se romanticamente com o soldado desmemoriado. A identidade do Leão Covarde e do Homem de Lata é mais misteriosa – o primeiro aparece no episódio 8, e o segundo, no 4. “Todos os personagens que você conhece estão representados, mas de maneira diferente e, esperamos, única”, afirmou Cassidy. 

Por ser uma versão mais sombria do mundo criado por Baum, Emerald City logo foi comparado a Game of Thrones. Cassidy, Arjona e D’Onofrio negam. “Ninguém vai se lembrar de Game of Thrones depois de mergulhar neste mundo”, disse D’Onofrio. “A semelhança é apenas por ser um épico de fantasia, com grande elenco.” A série foi filmada majoritariamente em locações reais na Espanha, Croácia e Hungria, onde foram rodados também os 20% em estúdio. “Muitas cenas parecem CGI, mas não são”, disse Cassidy. O diretor dos dez episódios é o cineasta Tarsem, conhecido pelo visual extravagante de seus filmes (A Cela, Imortais). “Nosso mundo é da mágica e da beleza, um mundo que foi dirigido por mulheres, por bruxas, durante centenas de milhares de anos. Esse tipo de violência perpetrada por homens é nova e rara”, afirmou o produtor executivo David Schulner. Acima de tudo, a ideia era fazer o máximo possível diferente de O Mágico de Oz. “Não queríamos dar ao público algo que já tinham visto, porque aí eles podem ir assistir ao filme”, disse Schulner. 

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