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Em reality, desafio é ceder à tentação de comer

'Quanto Mais Doce Melhor' mostra problemas do dia a dia de empresa que produz guloseimas para decoração

João Fernando, O Estado de S. Paulo

06 de maio de 2014 | 03h00

Não são só os telespectadores que ficam babando quando apresentadores de programas de culinária preparam receitas. Nem eles conseguem se segurar diante de pratos suculentos. "É muito tentador. Certamente, como doces todos os dias, mesmo que seja só um pouquinho. Por anos, tenho dito para mim mesma para parar, mas acho que não consigo", confessou ao Estado Yolanda Gampp, protagonista de Quanto Mais Doce Melhor, que estreia nesta terça, 6, às 21h30, no Home & Health.

No reality, a decoradora de bolos mostra os desafios diários de sua equipe na Sweet & Petite, pequena empresa que produz doces para eventos, que chamam a atenção pelos formatos inusitados, como elefantes, skates ou flores. Em meio às dezenas de atrações sobre comida na TV, o programa tenta se diferenciar pela mistura de tensão entre participantes e imagens de doces para seduzir o público.

Apesar dos estresses da vida de empresária, um de seus problemas é ficar tão próxima às guloseimas. "É muito importante provar o que você está fazendo. Tento me limitar a um pedaço ou uma mordida", conta. Para diminuir a culpa, passa os doces adiante. "Como preciso fazer bolos em formatos específicos, sempre sobra. Na época em que gravamos, os cinegrafistas ficaram bem felizes. Eu embrulhava um pedaço e dava para eles. Frequentemente, digo aos meus amigos: ‘Venham buscar sobras de bolo para os seus filhos’", explica a canadense, que durante a entrevista por telefone com jornalistas da América Latina, tinha cedido ao vício. "Acabei de comer um muffin de mirtilo que assei. Adoro muffins", entrega.

Yolanda ganhou notoriedade em Toronto ao fazer bolos para personalidades locais. Mesmo conhecida por lá, ficou apreensiva ao decidir mostrar o cotidianos de seus companheiros no reality. "Nosso maior receio era ficarmos com vergonha. Porém, rapidamente nos acostumamos e ficamos confortáveis (com a equipe de TV). Eu me senti estranha quando todo mundo foi embora. De repente, me senti solitária, principalmente nos momentos em que trabalhava sozinha na cozinha."

Para dar ritmo ao programa, ela sabia que era preciso haver conflito na equipe de confeiteiros. Entretanto, garante que a produção não pediu que ela provocasse os companheiros. "Temos personalidades diferentes e cada um é forte em algo. O Caspar (um dos sócios) é muito passional e, às vezes, quando acontece alguma coisa, ele fica chateado e leva para o lado pessoal", alfineta Yolanda.

A canadense, filha de um padeiro, diz ter precisado segurar a onda para não ficar nervosa com a interferência de câmeras em seu dia a dia. "Eu tenho um ritmo de trabalho. Tenho uma lista de coisas e faço tudo na ordem. Então, deixar os outros me assistirem foi um desafio, porém, me deixou mais receptiva, claro. Eu fiquei feliz em poder dividir meu trabalho com os telespectadores."

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