Em pequenas doses

Graziella Moretto prefere participações especiais a papéis extensos na TV

Patrícia Villalba ,

06 de novembro de 2007 | 15h49

Graziella Moretto diz sentir-se como uma principiante na televisão porque não é uma atriz de personagens a granel. Ela vê isso como um fator positivo na sua carreira, pois consegue manter o frescor apesar da maneira industrial como é feita TV. Conhecida por participações especiais, principalmente em papéis cômicos, está no ar como a Regina da série O Sistema, que estreou na sexta-feira com uma temporada de seis episódios. Na TV, você construiu uma carreira amparada praticamente em participações especiais. Por quê?  Eu me sinto um pouco principiante na televisão. Ainda não consegui me sentir veterana porque fiz pouca coisa na TV, papéis espaçados e bem diferentes. De um lado, isso proporciona um frescor. É bom, porque a TV tem um processo bem industrializado. E quando eu chego para fazer, tenho sempre a sensação de que tem devo me enquadrar no ritmo. E não fazer muito dá a sensação de que não estou tão enquadrada. Dou umas patinadas, mas mantenho um olhar meio puro. Em comparação com a TV Globo, é muito diferente trabalhar para a Cultura e para a Band? É diferente sim porque é uma maneira mais artesanal de fazer TV. O que houve com a novela da Band da qual você participou, Paixões Proibidas? Não cabe a mim julgar a maneira como foi administrada a divulgação da novela. A gente sabe que ela foi bem em Portugal. Foi um trabalho sério, com uma direção generosa do Ignácio (Coqueiro). Aqui a novela não teve a oportunidade de ser vista em função da maneira como a emissora a distribuiu na grade (a novela ia ao ar às 22h, depois foi passada para as 17h30).  Parte do texto de O Sistema será encenado no improviso. Gosta de improvisar? Eu levo o improviso muito a sério. Fiz vários trabalhos assim, já é um formato familiar. O Alexandre Machado e a Fernanda Young (autores do seriado) têm um timing muito maluco porque ao mesmo tempo em que o personagem está todo ali no texto, ele se mantém poroso. O ator fica livre para criar. Como é sua personagem em O Sistema? É um personagem muito próximo do tipo de composição que eu uso nos meus personagens. É o jeito que eu gosto de compor. Regina é quase uma caricatura, um desenho animado. Tem um pai que está doente e a primeira cena é ela tendo um empréstimo negado porque é uma atendente de telemarketing. Você mesma já sentiu-se vítima do sistema? Tenho uma sensação constante e permanente de inadequação. No mundo dos caretas me sinto uma maluca e no dos malucos me sinto uma careta. Não tenho mania de perseguição. Sou inadequada, mas sou feliz.

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