Em nome do pai

Neto de Maysa estréia em minissérie sobre a avó, com tarefa de viver o pai, Jayme Monjardim

Alline Dauroiz, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2008 | 22h18

Apesar de ser filho e neto de gente famosa, Jayme Matarazzo pouco sabia sobre suas origens. Em seus 23 anos de idade, quase não havia ouvido falar em casa da história da avó, cantora e compositora que chegou a ser uma das mais bem pagas do País e alcançou fama internacional. Mas, ao participar da minissérie Maysa - Quando Fala o Coração, que estréia na Globo dia 5, Jayminho abriu o baú da família. "Foi a primeira vez que conheci Maysa."Em bate-papo com o Estado, o estudante de cinema fala sobre sua estréia na TV, como ator e assistente de direção, e da responsabilidade de interpretar o pai, Jayme Monjardim, filho da cantora e diretor da minissérie. Seu pai dava dicas de como ele agiu ou se sentiu na época?Não. Ele me deixou muito à vontade para interpretar o texto do Maneco (Manoel Carlos, autor). E o legal é que rolou uma química entre o que eu fiz e o que ele sentiu.Foram feitos testes com outros atores para o papel dele?Sim. Mas todo mundo dizia que quem deveria fazer era eu e meu irmão (André Matarazzo, que vive a fase criança de Jayme Monjardim). Foi quando o Maneco comprou essa briga com meu pai. Ele disse que ia ficar verdadeiro, autêntico.Seu pai ficou preocupado?Ah! Sim. No começo, ele queria proteger a gente. Tinha medo que falassem mal.Houve uma cobrança maior com você e o André?Sim, no sentido de "entregar a alma". Meu pai não obrigava que tivéssemos aulas e aulas de interpretação. Dizia: "Abram seus corações e façam o melhor ".Além de atuar, você foi assistente de direção, carregou caixas... Como foi essa rotina?Chegava antes e ia embora depois de todo mundo. Tinha de dividir meu tempo. Não dava para ser o melhor assistente, para tentar ser o melhor ator que eu podia ser. Você aprendeu a atuar ?Tive um mês e meio de preparação. Mas aprendi só um pouco da técnica. O resto foi sentir as emoções. E agora você se considera ator?O autor e o diretor me elogiaram. Mas quando gosto de alguma coisa, entro de cabeça. Se essa carreira tiver continuidade, vai vir carregada de muito curso. Mas ainda estou terminando o curso de Cinema. Faltam três semestres.Maysa virou o assunto de casa?Virou (risos). Foi um presente para a família. Antes, ninguém falava muito dela.Por quê?Não que fosse um assunto proibido. Mas sabia que, um dia, meu pai teria vontade de contar a história da mãe dele. Então, quando ele concretizou o sonho, falou: "Agora você vai conhecer a sua avó". E me entregou fotos, reportagens e o diário dela. Foi um mês de descobertas.  

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