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Em 'Blacklist', criminoso une-se à luta contra o crime

Série traz James Spader como o protagonista obsecado por uma agente do FBI

Gabriel Perline, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2013 | 19h02

Os investigadores do FBI nunca foram tão subestimados quanto em The Blacklist. A nova série da NBC, exibida no Brasil pelo canal Sony a partir de terça (1.º), às 21h, mostra a tentativa de regeneração de Raymond Reddington, interpretado por James Spader, um criminoso inteligente, responsável por atos de larga escala em todo o mundo e procurado há mais de uma década pelas autoridades norte-americanas. Red entrega-se disposto a colaborar com as buscas por bandidos, assassinos, traficantes e terroristas que um dia trabalharam para ele sob uma condição: ter contato somente com a agente novata Elizabeth Keen (Megan Boone).

A obsessão de Raymond pela oficial é um dos principais focos do episódio piloto. Ele conhece detalhes íntimos de sua vida, como sua história de infância, a origem da cicatriz que carrega no pulso e até mesmo o processo de adoção que enfrenta, junto ao marido, para ter um filho. Há uma ligação afetiva entre o criminoso e Elizabeth, mas ela não faz ideia de qual seja. Esse é um dos mistérios que movimentam a trama.

Preso em uma cela especial, ele conta a Elizabeth detalhes sobre o terrorista Ranko Zamani (Jamie Jackson), no país para sequestrar a filha do general Daniel Ryker (Chance Kelly). Ela aciona a força armada para evitar o ato. Seu posicionamento enfático incomoda o agente Donald Ressler (Diego Klattenhoff, que interpreta Mike Faber em Homeland), envolvido na busca de Raymond há cinco anos, que tenta sabotar a novata, sem sucesso.

Mesmo com toda a patrulha a postos para impedir o ato, Zamani rapta a garota, instala um colete explosivo nela e abandona-a no zoológico. Raymond entra em cena e ajuda a salvar a garota e a capturar o terrorista.

Com o caso resolvido, ele ironiza o FBI e impõe suas condições. Quer hospedagem em hotéis de luxo, refeições bem elaboradas, e reforça, seu pedido inicial: ter contato somente com Elizabeth Keen. Em troca, ele oferece a “lista negra” e colabora na captura de outros criminosos que incomodam a segurança nacional.

 

‘Você nunca sabe o que vai acontecer com cada personagem’, diz ator Diego Klattenhoff

Qual a diferença dessa série para outras do mesmo gênero?

É bem dinâmica, tem muita coisa acontecendo em um episódio só. Acredito que as reviravoltas que exploramos a tornam única. Você é fisgado a cada episódio.

Você acha que Blacklist fará tanto sucesso quanto Homeland?

Espero que sim. São séries diferentes, mas espero que faça tanto sucesso quanto. É um programa empolgante e com apelo para muita gente. Há personagens interessantes e vilões divertidos. Você nunca sabe o que vai acontecer com cada personagem, tem de assistir para vê-lo crescer.

Blacklist tem sido comparada a O Silêncio dos Inocentes. O que você acha disso?

Um elogio. Há um padrão de thriller psicológico, mas o Red (James Spader) não come as pessoas. Porém, veremos, talvez, ele fazer algo semelhante lá pelo décimo episódio.

Como é trabalhar com o James Spader?

Ele é um ícone. Todos têm respeito por ele, até os sem-teto. Ele é muito profissional e preparado, além disso, é muito íntegro como artista.

Como você se preparou?

O papel chegou em um momento perfeito, em que eu tinha acabado de sair de Homeland. Ainda bem que os criadores viram meu trabalho e, a partir disso, foi só uma questão de brigar pelo papel.

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