Divulgação/BBC Two
Divulgação/BBC Two

Em 2022, os Peaky Blinders vão combater o fascismo

Série britânica da BBC acompanha família criminosa no intervalo entre as duas guerras mundiais.

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2021 | 03h00

Poucos gângsteres são tão frios, complexos, implacáveis, sedutores, empreendedores, indecifráveis e politicamente hábeis como Tommy Shelby, o líder da gangue Peaky Blinders na série de mesmo nome, que em 2022 chega a sua 6.ª e última temporada na Netflix. Para os não iniciados, Peaky Blinders é uma série britânica da BBC que acompanha a saga de uma família criminosa no intervalo entre as duas guerras mundiais. A história começa quando Thomas Shelby, interpretado por Cillian Murphy, volta da guerra disposto a dominar sua cidade natal. Habilidoso nos negócios e violento na medida certa, Shelby constrói um império. A série tem elenco extraordinário, mas sem dúvida Murphy é a peça de resistência. 

Longa

O criador da série, Steven Knight, contou em entrevistas que após a 6.ª temporada de Peaky Blinders entrar no catálogo da Netflix em 2022, a história da família Shelby vai virar um filme, que será gravado em 2023. O anúncio ficou por aí. Nem o elenco foi confirmado. 

Vida real

A gangue Peaky Blinders existiu de fato no Reino Unido, mas segundo os jornais ingleses a versão da Netflix é só uma inspiração. O grupo original era formado por arruaceiros beberrões sem maiores pretensões ou talentos que assaltavam transeuntes. 

Obama épico

A interminável série biográfica exaltação a Obama, da HBO, tem uma inegável história pessoal consagradora e épica, mas podia ter algumas horas a menos. O doc investiga a história do pai negro do Quênia, da mãe branca do Kansas, do avô negro que sobreviveu à depressão para seguir no Exército de Patton na 2ª guerra. Daí segue a trilha linear até a Casa Branca e seus percalços, com muitos bastidores e entrevistas inéditas. 

Hillary humanizada

Ex-adversária ferrenha e depois aliada de Obama, Hillary também é bem tratada no documentário para chamar de seu disponível na Globoplay. Assim como no caso do colega democrata, ela deu acesso total aos produtores. A série humaniza uma personagem conhecida por ser fria e calculista. 

Sucesso nacional

O longa 7 Prisioneiros, da Netflix, carrega números admiráveis no currículo. Foi o segundo filme em língua não inglesa mais visto do catálogo do serviço globalmente após sua estreia, no dia 11 de novembro, e se manteve no Top 10 da Netflix entre os mais assistidos da plataforma em 17 países. 

Trata-se de um verdadeiro sucesso para uma produção barata, mas intensa, tensa e pesada. O elenco é liderado por Rodrigo Santoro que aparece em cena sujo, suado, com barba desgrenhada e bem diferente do galã que estamos acostumados. 

Desprezível

Ele faz o papel do dono de um ferro-velho que é também chefe de uma organização que tráfico humano. O sujeito é desprezível. Santoro está em um de seus melhores papéis.

A história começa quando um grupo de garotos do interior é seduzido com a promessa de vida melhor na capital e aceita o trabalho no local comandado por Santoro e seus capangas, sendo um deles vivido pelo genial músico André Abujamra. 

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