Gianne Carvalho/Divulgação
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Em 2015, canais repetirão fórmulas de sucesso em vez de lançar novidades

Programas com boa audiência terão temporadas renovadas

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

29 Dezembro 2014 | 18h11

Programa que funciona bem para a audiência ganha sobrevida em novas temporadas, e a TV nacional tem aprendido que, pelo menos no ramo de ficção, séries com mais de uma safra são mais atraentes para o mercado internacional. A Globo, no entanto, que produziu excelentes séries dramáticas em 2014 – vide Amores Roubados, A Teia e O Caçador – prevê uma segunda temporada apenas para uma delas, Dupla Identidade, e não necessariamente para 2015.

No que diz respeito a novas temporadas, o humor ainda dá as cartas na preferência da plateia, ainda que dispensem pretensão de exportação. Se A Grande Família encerrou seu ciclo sem perder o gás, após 14 anos, Tapas & Beijos tem mais a dizer e fica na grade de 2015, naquele que será o seu 5º – e provavelmente último – ano no ar.

Tá no Ar: A TV na TV, com Marcius Melhem e Marcelo Adnet, é outro título a ganhar segunda safra logo no início do ano. O Crítico, personagem com sotaque nordestino e vocabulário acadêmico, criado por Adnet para criticar a “Rede Globo de Televisão”, encampará em seu discurso um repertório capaz de contemplar a efeméride do ano: o cinquentenário da emissora. E o Jardim Urgente, vulgo “foca em mim”, quadro dos mais aclamados da primeira temporada, também volta.


No Multishow, toda a certeza do ano se resume ao gênero da comédia, a começar por uma segunda temporada do anárquico Tudo Pela Audiência, com Fábio Porchat e Tatá Werneck. Já gravado, o título vem agora com 32 episódios, sendo que os dez primeiros entram no ar já a partir de 5 de janeiro, de segunda a sexta, às 22h30. O restante virá entre março e abril. O pacote da vez conta com participações de Marcelo Tas, Caio Castro, Luciana Gimenez, Roberto Justus, Rafinha Bastos e outros.

Sem mudar de canal, o Vai que Cola se garante por mais um ano, com promessa de permanecer na grade anual da emissora até dizer chega. Mais 40 episódios, no mínimo, já estão em processo de redação para novas gravações. E o Trair e Coçar, que acaba de ter sua primeira temporada exibida, é mais um a garantir segunda safra para 2015, com Cacau Protásio. Entre as novidades, o Multishow reserva para junho a volta de Tom Cavalcante, em novo projeto.

No GNT, a máxima do humor se confirma. Da linha dramática, a série O Animal, concebida para chegar a três temporadas, não terá novas safras – talvez ganhe uma continuação por meio de telefilme. Já Lili, a Ex, terá continuação, mas não para 2015. O impedimento está na agenda de Maria Casadevall, protagonista do enredo, que está escalada para novela na Globo. Outro produto adepto do riso a contar com nova temporada é Amor Verissimo, baseado na obra de Luis Fernando Verissimo, colunista do Estado.

No Discovery, tem mais Águias da Cidade, título que já se tornou grife para o canal, agora em sua terceira temporada e inesgotável repertório de acidentes solucionados pelo Grupamento Aéreo da Polícia Militar de São Paulo.

Na Band, já está em produção a segunda temporada do aclamado MasterChefBrasil, reality de gastronomia que superou todas as tentativas similares já feitas no Brasil, com os chefs Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça, sob apresentação de Ana Paula Padrão. A estreia é esperada para maio.

Na HBO, pode-se esperar por mais uma safra de O Negócio, agora em sua terceira temporada, produção da Mixer. A franquia Destino, que já passou por São Paulo e Rio, também ganha terceira etapa, agora em Salvador, pelas mãos da O2 Filmes. A produtora de Fernando Meirelles também levará à tela da HBO a segunda temporada de A Vaga, série que acompanha a dura rotina de atletas de diferentes modalidades em busca de uma vaga na Olimpíada de 2016. O título já tem terceira safra assegurada, justamente para o ano do evento no Rio.

Cerejas que salvaram o bolo na Record em 2014, Plano Alto, de Marcílio Moraes, pronta para explorar bastidores da política, e Conselho Tutelar, de Marco Borges, têm vaga certa em 2015.

Que venha o ano novo, com ideias não necessariamente novas, mas boas o suficiente para amadurecer sem perder frescor.

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