Eles fingem bem, mas são do mal

Não foi à toa que o ator Jon Hamm ganhou o Globo de Ouro de melhor ator por Mad Men. E Glenn Close, o de melhor atriz por Damages. Em ambas as séries, ao fim dos episódios pilotos, minha sensação foi a mesma e não pude deixar de pensar: "Que cretinos! Eles me enganaram direitinho!" Patty Hewes é um demônio em forma de advogada e o publicitário Don Draper é o rei da falsidade, mas o público só percebe isso nos 45 minutos do segundo tempo. No início do primeiro episódio de Damages, Patty Hewes parece durona, mas boa pessoa. Afinal, ela é compreensiva com a recém-formada Ellen e a contrata. Fofa, não? Já no fim, o público percebe tudo. A megera, além de interesseira, ainda manda matar um cachorro - por um momento, a Cruela de Vil baixou novamente em Glenn Close. Já Don Draper é um gentleman e defende a secretária novata, que também parece uma lady - mas não é -, do assédio de um funcionário. Ao fim, o publicitário faz um discurso digno de aplausos e, na seqüência, mostra ao telespectador que falava tudo da boca para fora. O pior desses dois personagens é que eles manipulam pessoas para conseguir o que querem. Afinal, advogados e publicitários fazem o quê? Calma! É brincadeira! Estou tão encantada com Pushing Daisies que ainda nem sei como escrever sobre a série aqui neste espaço. A música é fantástica, o visual é incrível e Ned e Chuck são fofos demais! E a Betty, coitada! Sofreu para terminar o namoro com o Walter já de olho no Henry - ninguém é totalmente ingênuo -, mas se deu mal, já que o Henry voltou com a ex-namorada. Pois é Betty, o mundo é assim!

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