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Elenco de ‘Gotham’ já roda segunda parte de temporada

Novos episódios da série, que está mais sombria, voltam a ser exibidos em março no Brasil

Mariane Morisawa, Especial para O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2015 | 05h00

Uma antiga, enorme e abandonada sede dos correios em Nova York serve como cenário perfeito para Gotham, a série criada por Bruno Heller com os personagens da DC Comics, que chega ao final da primeira metade da sua segunda temporada nesta segunda-feira, 14, às 22h30, no Warner Channel. Afinal, a “Gotham” de hoje é um bocado diferente daquela que estreou no ano passado. “Ficou muito mais sombria”, afirmou a brasileira Morena Baccarin, que interpreta a Dra. Leslie Thompkins, namorada do policial James Gordon (Ben McKenzie), numa visita ao set, em Nova York. Os vilões – Pinguim (Robin Lord Taylor), Nygma (Cory Michael Smith), Barbara Kean (Erin Richards) – não param de surgir. Para piorar, Oswald, o Pinguim, e Ed, o futuro Charada, viraram aliados.

O elenco já está rodando a segunda parte da segunda temporada, que só volta em 29 de fevereiro, nos Estados Unidos, e em março no Brasil. As cenas do dia da visita ao set que o Estado fez em Nova York se passam no Arkham, o hospital psiquiátrico onde está internada a mulher de um dos grandes vilões da DC, apenas sugerido no episódio deste domingo.

Mas Gotham não conta apenas a história do surgimento dos vilões. O próprio James Gordon está indo por um caminho assustador. “Minha personagem começa a ver os demônios dele também”, explicou Baccarin, que vem escondendo sua gravidez de seis meses com muitos casacos e vestidos soltinhos. O pai do bebê, Ben McKenzie, diz que o herói paga um preço alto para fazer seu trabalho. “Ele fica frio, egoísta, age sem perdão. Só pessoas como Leslie o impedem de ir para o outro lado. Vamos explorar bastante esse aspecto na segunda metade e recriar o personagem, de certa maneira.”

Além de ter ficado mais dark, Gotham passou a ser serializada em vez de episódica – ou seja, com um arco mais longo, no lugar de fazer “o crime da semana”. McKenzie não esconde sua predileção pelo novo formato narrativo. “O primeiro ano foi frustrante. Sempre achei que estávamos fazendo uma história em série”, contou. “Agora, cada ator pode explorar melhor seu personagem e realmente brilhar”, analisou ainda.

Os vilões que povoam a cidade, afinal, são cheios de problemas. “Sempre gostei de Batman porque é sobre psicologia e não superpoderes”, garantiu Cory Michael Smith, que está vendo seu tímido e deslocado Edward Nygma, com distúrbio de personalidade, afundar cada vez mais depois de matar seu primeiro amor, Kristen Kringle (Chelsea Spack). Não é difícil entender por que se alia a Oswald Cobblepot/Pinguim, que acaba de ter sua mãe sequestrada e assassinada por Theo Galavan (James Frain).

“Quando se perde amor, ou ele é tirado de você pelo ambiente em que vive, seu único recurso é conquistar alguma forma de poder. E é bem provável que se fique disposto a fazer qualquer sacrifício por isso, até mesmo tornar-se um monstro. A perda de amor produz monstros. É um paralelo com nosso mundo”, explicou ainda. Para McKenzie, Gotham é uma maneira quase subversiva de fazer pensar sobre os temas fundamentais da vida humana – mesmo se tratando de um mundo de fantasia. 


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