'Ela é muito íntegra, ela acredita na justiça'

ANA PAULA ARÓSIO: Atriz mergulhou no universo jurídico para viver promotora em 'Na Forma da Lei'

Roberta Pennafort, de O Estado de S. Paulo

12 de junho de 2010 | 16h00

Atriz leu livros de Direito e, como quase todo o elenco, teve aulas de tiro 

 

RIO - Ao contrário dos colegas de elenco, Ana Paula Arósio não é exatamente fã das séries que retratam o universo da justiça e da polícia, sejam elas brasileiras ou importadas. A verdade é que não é muito de assistir a TV - embora, depois dos papéis fortes nas minisséries Hilda Furacão e Um Só Coração e nas novelas Terra Nostra e Ciranda de Pedra seja um rosto marcante da TV brasileira. Para este ano, já estava reservada para as gravações da próxima novela de Gilberto Braga, que sucederá Passione no horário das 21 horas, a qual deverá protagonizar.

 

Mas bastou ler o texto de Antonio Calmon, que Ana Paula se encantou pelo papel da promotora Ana Beatriz, que lhe foi oferecido por Wolf Maya. "Ela é frágil e forte ao mesmo tempo", diz a atriz, que em outubro estreia também no cinema: no filme Como Esquecer, de Malu di Martino, ela interpreta uma professora universitária homossexual.

 

Na série, Ana conta com uma companheirona em cena: sua cocker spaniel Amanda, de 12 anos, que, subindo e descendo dos móveis no cenário, virou xodó de todos no estúdio.

 

Wolf conta que, por conta da próxima novela, não foi fácil ter Ana Paula em Na Forma da Lei. Assim como não foi trivial trazê-la do SBT para a Globo, em 1998, para estrelar sua primeira série, Hilda Furacão, com a qual viria a estourar, aos 23 anos. "Na época, foi preciso muita força e muita vontade minha e dela para conseguirmos uma liberação do Silvio Santos", lembra o diretor. Da jovem de rosto perfeito e timbre impactante, passou a atriz do primeiro escalão. "Ela evoluiu muito, só tem se aprimorado. É inacreditável seu processo de concentração. Além da beleza, chama muito a atenção a textura da voz, o estudo", elogia o diretor e amigo.

 

De cabelos mais curtos por conta do papel - é o menor comprimento que já teve na vida -, Ana Paula continua linda. Eis a seguir o resultado da nossa conversa com a moça:

 

Essas mudanças de visual te agradam?

Gosto de mudar, me ajuda na forma do personagem. Quase sempre a forma do visual acaba conduzindo a descoberta do conteúdo.

 

Estava com saudade dos estúdios de TV?

Não sei se estava exatamente com saudade, mas é gostoso voltar com um bom papel. E eu adoro trabalhar com o Wolf. Ele é um excelente diretor de ator, se interessa, dá apoio.

 

Como foi o convite para a série?

O convite veio direto do Wolf. Ele me mandou o texto, me conhece, sabia que eu não iria recusar. O texto é muito bem escrito, é interessante dramaturgicamente. E tem também o fato de ser ágil.

 

O que o público deve esperar de sua personagem?

É uma pessoa muito íntegra, honesta, que tem compromisso com a justiça, acima de tudo.

 

Como é a atuação profissional dela?

É uma promotora muito visada, que trabalha em casos importantes. Ela acredita na justiça. Tem medo, é ameaçada, mas a violência não a paralisa. O que a deixa enlouquecida é o fato de o bandido continuar solto. Essa é uma violência pior ainda.

 

De que forma se preparou para o papel?

Tive aulas de tiro, fiquei lendo sobre filosofia do direito. Uma amiga que é advogada indicou. O interessante desse personagem é que não é só o lado do direito, não é uma série jurídica. Tem muito drama.

 

Como foi o entrosamento entre vocês atores?

Fizemos algumas leituras, mas essas relações tiveram de ser construídas no dia a dia. O fato de ser um elenco carinhoso ajuda muito, com generosidades preenchendo possíveis lacunas que aparecem em trabalhos de televisão onde não há tanto tempo para os ensaios.

 

Está ansiosa quanto à estreia?

Fico ansiosa pela direção e a produção. Sei da importância que tem para eles o produto ter uma boa aceitação na grade da emissora.

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