Helen Sloane, HBO
Helen Sloane, HBO

E se o Rei da Noite e os Caminhantes Brancos ganharem a guerra?

Para o líder dos mortos-vivos o Trono de Ferro tem pouca serventia – até por razões anatômicas

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2019 | 03h00

Vamos lá: e se o Rei da Noite, o exército de Caminhantes Brancos e o dragão zumbi ganharem a guerra? Para o líder dos mortos-vivos o Trono de Ferro tem pouca serventia – até por razões anatômicas. E o interesse da tropa é comer a carne dos inimigos vivos.

Aparentemente, o produtor e roteirista Bryan Cogman, mais os assistentes David Benioff e D.B. Weiss, não consideram essa possibilidade. Ou haverá um terremoto na trama, dando vitória parcial aos cadáveres caminhadores. Pela lógica (lógica em Game of Thrones?) da saga criada por George R.R. Martin, o Rei da Noite já teve uma vida do lado quente da muralha fria. Quem é ele? Um guerreiro, claro. O sujeito é fino como uma lança de gelo, cavalga um cavalo que é totalmente pele, osso, com alguns restos de outras partes – mas derruba um dragão em voo com uma arma congelante a mais de 100 metros de distância. Vá ser bom assim em Westeros.

Onde estavam os combatentes redivivos? Adormecidos por milhares de anos sob a planície gelada à espera da vingança, segundo o meistre Aemon Targaryen. É uma vendeta, então. Contra o quê? Não importa muito. O que interessa é saber qual é a ligação entre Jon Snow e os Caminhantes, qual das líderes mulheres vai chegar ao trono dos Sete Reinos – tudo bem, ao que ainda restar deles depois do conflito de várias frentes. A luta vai sendo desenhada desde a sexta temporada, no longínquo 2016, e não será fácil.

O estúdio garante uma batalha inspirada na de Agincourt, em 1415, entre as forças da França e da Inglaterra, decisiva para os ingleses na Guerra dos Cem Anos – terá mais de 50 minutos na tela e, garante Cogman, sem o risco de ser um interminável (e a partir de um certo ponto, muito chata), tinir de espadas, choques de cavalaria, golpes de lança, chuva de flechas e jorros de sangue. Há 600 anos morreram cerca de 12 mil combatentes. Foi pouco, pelos padrões da série. Em Calais não havia dragões cuspindo fogo sobre as tropas.

A oitava temporada de Game... chega com distinções, prêmios e recordes de audiência no mundo; contratos comerciais bilionários, salários na faixa de R$ 4,2 milhões por episódio para cada um dos atores do elenco principal.

O mérito maior entretanto está no fator de atração – oito anos depois da estreia, o desfecho só permite especulações. Há bolões de apostas rolando com a contagem de pontos proporcional ao destino dos personagens: morrerá? viverá? vai virar zumbi? Mais: quem vai para o trono? quem mata o Rei da Noite?

Bom. Na bolsa de apostas na rota do poder, ainda há um viés da história crucial e pouco tratado. O Renascido, Azor Ahai, vai tirar do fogo uma espada flamejante destinada a acabar com a escuridão – talvez a horda dos mortos-vivos, talvez mais que isso. A saída óbvia sugere Jon Snow. Menos cotada, a possibilidade de ser o bastardo Gendry, o único filho biológico do rei Robert Baratheon. E deve ser considerada a tremenda Daenerys Targaryen, que entra e sai das chamas intocada. Nada impede que a condição de Azor Ahai seja de uma mulher. Ainda mais se for considerada a revelação do ator Peter Dinklage. De acordo com o intérprete do príncipe-anão Tyrion. Muita gente vai morrer até o último episódio, em junho. Haverá frustrações, disse. Algumas das mortes serão “soluções delicadas”. A de Tyrion, por exemplo?

 

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