E o que é que a Elza tem a ver com isso?

Nestes tempos de informação a granel, é inacreditável a quantidade de coisas que a gente fica sabendo sem querer. Informação que você não quer, não perguntou sobre e, pimba, começa a carregar consigo. Não me surpreenderia se, em determinada situação constrangedora de falta de assunto, eu viesse a bancar a engraçadinha: "Sabe que o Malvino Salvador começou a fazer musculação porque era magro demais?"

Patrícia Villalba, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2009 | 22h23

Se o cérebro vai mesmo apagando informações para receber outras novas, devo ter esquecido aquela aula do "azão, azinho, bezão, bezinho" , o significado da sigla BNDES e, talvez, a função dos verbos defectivos depois de passar pela coletiva da nova novela das 7, Caras & Bocas.

Mas vou fazer sucesso no salão da Noelza, quando contar detalhes sobre o megahair de Fernanda Machado. E olhe que ela só teve de botar "um pouquinho de cabelo". "Achei que Laís devia ter cabelão, então procurei a Elza. Sabe a Elza?", perguntava, para repórteres que faziam cara de sim-conheço-a-Elza. "Ela é fantástica, está trabalhando meu bulbo capilar. Megahair faz o cabelo cair, tem de hidratar o bulbo."

Em outra rodinha, Débora Evelyn contava sobre a gravação da novela na África. "Lá é igual ao Brasil! E o povo? Idêntico! Gente, nós temos sangue africano!", garantiu, batendo o dedo nas veias azuis do braço alvíssimo, para enfatizar a afrodescendência.

O autor Walcyr Carrasco citou os atores valentes que montaram elefantes. "E elefante não é cavalo", anotou, referindo-se à largura do bicho. Mas Flávia Alessandra não passou recibo. Questionada, explicou: "Pra mim não foi ruim, acho que porque tenho boa abertura", observou, fazendo lembrar do poste da Alzira.

Àquela altura, em outro canto, o simpático Malvino tentava encontrar respostas. Está namorando? - "Sim." - Vai dar casamento? - "Cedo pra dizer." - Então está só ?ficando?? - "Rapaz, vai me complicar..." - Quer ser pai? - "Sim." - Frita pastel? - "Não." - Faz caras e bocas? - "Só no bom sentido." Gostei dessa resposta.

A novela tem uma macaca-atriz, que não foi à coletiva. Jorge Fernando, o diretor, planejou uma performance, para se transformar em Monga. Mas acabou desaparecendo num intenso fumacê. "Ih, deu errado... Aplaude, gente!"

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