Divulgação
Divulgação

Dupla personalidade

Protagonista de 'Vampire Diaries' fala ao 'Estado' sobre como é viver a menina doce e o lado negro da série da Warner

Alline Dauroiz, O Estado de S. Paulo

19 Janeiro 2011 | 09h00

Quem acompanhou a primeira temporada de The Vampire Diaries não poderia imaginar que a carinha de anjo da atriz búlgara Nina Dobrev e o jeito "amiga-meiga" de Elena, sua mocinha da história, poderiam esconder tanta malícia e maldade. Tudo graças à Katherine, personagem das mais interessantes e misteriosas da série (interpretada pela mesma Nina), que fez uma ponta no 1.º ano, mas só mostra sua verdadeira cara nesta segunda temporada - que volta inédita na Warner a partir desta quarta-feira, 19, às 22 horas.

Vampira sexy e muito má, Katherine, antiga obsessão dos irmãos-vampiros Damon (Ian Somerhalder) e Stefan (Paul Weasley) e parente de Elena, ela volta a Mistic Falls e, logo em sua primeira cena, mostra que não está brincando. Ao dar vida a duas personagens tão distintas, Nina tem mostrado maturidade aos 22 anos e, ao Estado, por telefone, a atriz conta como tem sido essa experiência.

Elena e Katherine são tão diferentes, mesmo quando vestem a mesma roupa. Qual é a sua inspiração para elas?

É, elas são bem diferentes mesmo. Elena é tão jovem e passa por todas aquelas coisas desta fase da vida. É uma pessoa em transformação, mas é uma mulher muito forte, que tem seu brilho. Já a Katherine está na Terra há quase 500 anos, passou por experiências muito diferentes, viveu e viajou pelo mundo todo, experimentou a raiva, a dor e é muito independente. Tenho que ter em mente que ela não é uma pessoa comum. Então ela anda, fala e pensa diferente e tem um brilho diferente nos olhos. E também tenho de ser mais brincalhona e divertida. Como nunca tinha feito uma vilã, não sabia que ia ser tão divertido.

Você grava como Elena e Katherine no mesmo dia?

Às vezes gravamos cenas das duas no mesmo dia, mas também tem episódios em que Elena conversa com Katherine. É quase um episódio inteiro para contracenar comigo mesma. Aí temos de gravar as cenas de Elena num dia e, no outro, as da Katherine. E gravar com a tela verde (o chroma-key, usado para inserir os efeitos especiais) também é difícil. Todas as minhas reações são coreografadas como numa dança.

Os fãs pedem para que Elena fique com o Damon?

A maioria dos fãs fica em dúvida. Às vezes os fãs vão se envolver pela paixão de Damon pela Elena, outras vão querer que ela fique com o Stefan. As possibilidades mudam e a preferência do público também.

E você? Com quem prefere que Elena fique?

Nem eu mesma sei. Acho que a Elena é tão jovem, ela ainda está na fase de descobrir o que ela quer. Neste momento, ela está apaixonada pelo Stefan e quer ficar com ele. Mas como as pessoas mudam, suas opiniões também podem mudar.

E qual é a reação do elenco quando descobre que alguém morre na trama? A sombra da morte paira no set?

Com certeza. As pessoas ficam tentando adivinhar quem será o próximo a morrer, com medo de serem os próximos (risos).

Qual era seu conhecimento prévio sobre o mundo dos vampiros? Leu os livros que inspiraram a série?

Não li os livros do Vampire Diaries antes do teste, mas sabia sobre eles, fiz minha pesquisa. Já tinha lido os livros do Crepúsculo antes mesmo de virar filme. E é interessante porque amo o Edward e a história de amor entre ele e a Bela. É legal viver algo parecido hoje.

Você compara Elena a Bela?

Acho que o público pode até compará-las, mas agora eu as acho tão diferentes... Suas personalidades são diferentes, suas determinações são diferentes. Bela faz tudo por ela mesma e Elena faz tudo pelos outros. Mas ambas são ótimas, de modos diferentes.

Você pode explicar a recente febre do público pelos vampiros?

Honestamente, não sei. Talvez seja porque eles são sexy, perigosos e furiosos. Só espero que essa não seja uma paixão passageira. Quero as pessoas apaixonadas por eles para que eu continue a trabalhar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.