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Dudu Azevedo se despede da novela ‘Jesus’

Escrita por Paula Richard, 'Jesus', trama religiosa da RecordTV, está nos momentos finais; último capítulo será no dia 22

Eliana Silva de Souza, O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2019 | 03h00

Ele adora música e, no cinema, interpretou Roberto Frejat, no filme Cazuza – O Tempo Não Para. Na tevê, surgiu na série Confissões de Adolescente, da TV Cultura, em 1990. Após diversos trabalhos nas telas, Dudu Azevedo, 40 anos, encarou um dos papéis mais fortes de sua carreira, protagonizando a novela Jesus, da RecordTV. Escrita por Paula Richard e dirigida por Edgard Miranda, obra chega a seus últimos momentos, com o último capítulo previsto para dia 22.

Dudu fala que se sentiu honrado em poder interpretar o papel de Jesus, algo que o faz sentir orgulho tanto profissional quanto pessoalmente. “Acho que, não à toa, essa responsabilidade veio para mim. Mergulhei profundamente e entreguei o melhor ao meu alcance nesse trabalho e pela história d’Ele”, afirma o ator, que revela que sempre foi uma pessoa de fé, mesmo que não tenha sido praticante fervoroso de nenhuma religião. “Independentemente de religiões, doutrinas, de crer ou não crer, Jesus foi, é e sempre será a figura humana mais respeitada e reverenciada da História da humanidade”, afirma.

A trama, de Paula Richard, seguiu a história que está na Bíblia, contando a trajetória de Jesus Cristo, desde antes do nascimento até a morte e ressurreição. Mesmo quem não tenha religião ou não leu as escrituras, certamente, conhece como essa história é dramática e sofrida. Sendo assim, o ator teve de encarar muitas cenas que exigiram demais do elenco. “Foram muitas cenas marcantes, impactantes e importantes. Poderia falar de muitas delas, mas a sequência final da crucificação e a Santa Ceia foram com certeza as mais emocionantes”, conta Dudu, avaliando esse período.

E o ator acrescenta mais emoção ao falar sobre o que representou para ele fazer Jesus, passando por esses momentos marcantes, que tanto peso têm para os cristãos. “Fazer Jesus amadureceu e refinou o meu olhar e o meu entendimento a respeito de muitas coisas”, conta o rapaz. “Sempre respeitei muito o outro e procurei coexistir de forma harmoniosa com as diferenças. O senso de justiça é algo muito forte em mim, mas compreendo que nem sempre posso fazer valer a minha justiça e tento encontrar o lugar mais saudável e democrático entre o que acredito e os fatos ou as realidades que venho a enfrentar.

Ao interpretar um personagem tão forte e com esse peso, que atinge e influencia um grande número de pessoas, Dudu afirma que, como outros personagens, ele acaba levando consigo muito de cada um deles. “Com características boas ou ruins, erros ou acertos, cada história traz muito aprendizado e esse é um dos maiores privilégios do ator, evoluir na própria história e nas histórias que ajuda a contar.”

Como todo ator, Dudu se preparou para viver o personagem na novela, diz que estudou muito para acertar a composição, fez inúmeras pesquisas e contou com a colaboração do coach Christian Duurvoort. “Busquei a melhor compreensão da história de Cristo para que pudesse vivê-la com verdade e propriedade, afinal, não cabia dúvida ou insegurança. Era preciso estar confortável para proferir cada palavra dita e estar diante de tanta responsabilidade”, afirma.

O carioca Dudu Azevedo diz que acredita que essa novela o agradou como um todo, desde a estética, passando por direção, figurino, direção de arte e o trabalho de colegas de elenco, orgulhando-se do produto final.

Mais do que isso, Dudu fala que “foi um desafio enorme quebrar paradigmas, assumir formas da narrativa um pouco diferentes das que costumávamos ver e foi também surpreendente a emoção de cada dia, a complexidade e a força de cada sequência”. E, apesar de acharmos que conhecemos a história, ele diz que a novela “provou sua força e relevância no ar, com a resposta do público, com o reconhecimento da importância de reaproximar as pessoas das referências que traz e de relembrar que ainda temos muito o que aprender e melhorar se quisermos de fato seguir numa direção melhor. Falo ‘nós’ me referindo à humanidade”.

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