Dois Chefões, na Mostra e na TV paga

Espíritos Indômitos. EUA, 1950. No Telecine Cult, às 15h50. Reprise, preto e branco, 85 min

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2009 | 00h32

Ele foi, talvez, o mais supervalorizado acadêmico de Hollywood - Fred Zinnemann deve, como assinala Jean Tulard em seu Dicionário de Cinema, a reputação de grande cineasta a três filmes. O western Matar ou Morrer, o drama de guerra A Um Passo da Eternidade e o drama de consciência O Homem Que não Vendeu Sua Alma, sobre o filósofo inglês Thomas Morus. Pelos dois últimos filmes, Zinnemann recebeu seus quatro Oscars - de filme e direção, dois por cada.

Para um cineasta tão famoso, ele não deixou o que se possa definir como uma marca pessoal, exceto pelos temas sérios que gostava de abordar. Espíritos Indômitos, um de seus primeiros filmes nos Estados Unidos, é quase um semidocumentário sobre a reintegração de soldados, após a 2ª Guerra.

O que faz desse filme uma experiência única é o ator. O jovem Marlon Brando, estreando no cinema, é excepcional como o soldado que ficou paralítico. Brando, ao contrário de Zinnemann, imprimia uma marca a tudo o que fazia. Sua emoção genuína já anunciava que um grande ator estava surgindo.

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